18 de junho de 2014

Uma Quinta todas as Semanas


No Verão de 2008 comprei um "drawing pad" da Wacom, em promoção. Criei imediatamente esta parelha de camponeses, chamei à tira "Os Compadres", e foi assim que ela foi apresentada no 30 de Fevereiro. O pressuposto era o comentário a casos noticiosos e mediáticos, em ambiente rural, que um dos camponeses introduzia com um "Parece que..."; os pormenores das histórias são suficientemente objectivos e não precisarão de grandes explicações.
O Mário Teixeira, que de BD conhece infinitamente mais do que eu, alertou-me logo para a existência de outra BD com o mesmo nome, da autoria de Sergei. Mudei o nome, à pressa, para "Uma Quinta todas as Semanas" (que até me agradou mais), mas acabei por desenhar apenas cinco tiras, ao longo de um ano. Passado o entusiasmo inicial, quase não voltei a usar a "drawing pad"; "Uma Quinta todas as Semanas" passou para a gaveta dos projectos em suspenso e, se alguma vez de lá voltar a sair, não será certamente em desenho digital...

14 de junho de 2014

O Zé, a Maria Lusa e... "El Pesetero"

Mais uma do universo futebolista. Luís Figo - a quem os adeptos do Barça nunca perdoaram a sua ida para o Real Madrid, vindo daí o epíteto "pesetero", naquela que foi, à época, a transferência mais cara de sempre - veio a ser, anos depois, Embaixador da Boa-Vontade Contra a Tuberculose e da Unicef. O resto, é auto-explicativo...

12 de junho de 2014

D. Bibas, o bobo do corte

Com uma crítica mordaz à programação da RTP, paga com o dinheiro dos contribuintes, publicava-se a última das 18 histórias e concluía-se o ciclo dedicado a D. Bibas no 30 de Fevereiro (que apenas falhou a primeira tira, recorde-se). Aqui fica, agora, reposta a totalidade das tiras dedicadas a este personagem. Tudo quanto há a saber sobre D. Bibas, o bobo do corte, está aqui.

9 de junho de 2014

Tóne Chopinho

Sétimo e último "cartoon" do Tóne Chopinho publicado no 30 de Fevereiro. A explicação da personagem encontra-se aqui. Quanto à Floribela (mais propriamente Floribella) era o nome de uma telenovela infantil exibida pela SIC à data do desenho, protagonizada por Luciana Abreu (e daí a referência oblíqua aqui contida...)

8 de junho de 2014

Gajo Borbulha

O «¿Por qué no te callas?» do rei Juan Carlos a Hugo Chávez ficou para a História. Enquanto ainda ricocheteavam as ondas do caso, talvez a propósito de uma das muitas greves domésticas, surgiu esta tira do Gajo Borbulha, com a célebre expressão. Tira que faz um par perfeito com esta outra, anteriormente publicada.

5 de junho de 2014

Tóne Chopinho

Mais uma das patetices do Tóne Chopinho, que aqui subscreve um obscuro mito urbano - muito do Tóne Chopinho é baseado em factos reais, é bom não esquecer. É verdade que por cá já se vendeu gasolina com água, mas foi por acidente, e isso lucrou mais aos advogados e às oficinas do que às gasolineiras.

30 de maio de 2014

O Zé, a Maria Lusa e... o Dumbo

Esta tira, editada dois meses depois da anterior, versa o mesmo tema e está cheia de alusões oblíquas aos contornos do caso: à procuradora-geral adjunta, levada a investigar o caso a pedido; à auto-proclamada seriedade de certos personagens com telhados de vidro; às características físicas e ao tipo de discurso de certos intervenientes; à anedótica questão da «fruta» reflectida numa campanha publicitária de iogurtes... Para utilizar uma frase famosa de um setubalense que pertenceu à mesma indústria, «as pessoas sabem do que estou a falar...» - e as que não sabem também não perdem grande coisa: ali não se aprende nada!

26 de maio de 2014

D. Bibas, o bobo do corte

O comentário de D. Bibas ao referendo do aborto foi, simultaneamente, a penúltima tira publicada dedicada a este personagem.

25 de maio de 2014

D. Bibas, o bobo do corte

Mais uma tira de D. Bibas relacionada com o referendo ao aborto de 2007.

23 de maio de 2014

Quem sabe, sabe...


Este desenho data de 2005, e relacionava-se com o caso Portucale, que envolvia altos dirigentes do CDS/PP e o banco BES, na aprovação de um empreendimento turístico, que levou ao abate de milhares de sobreiros, durante os últimos dias em que o governo estava em funções. O cartoon representava a imagem típica dos centristas de então, com as suas fatiotas às risquinhas, enquanto o diálogo remetia para o anúncio televisivo do BES, com Maria João Bastos, no qual se promovia o crédito à habitação. Exposto o produto, os personagens diziam: «Já falaste com o teu banco?» «Não, falei com o teu!» Depois, o anúncio terminava com a frase «Quem sabe, sabe. E quem sabe vai ao BES» (cito de memória). Mostro também o desenho preparativo.
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20 de maio de 2014

Gajo Borbulha


Os comentários do Falópio referem-se ao caso Baltasar, já comentado por D. Bibas no quarteto de tiras apresentado duas postagens atrás. Quanto ao Gajo Borbulha faz jus ao seu nome, e aparece com o rosto mais sarapintado que o habitual.

19 de maio de 2014

D. Bibas, o bobo do corte

O referendo ao aborto e a execução sumária de Saddam Hussein, dois assuntos aparentemente distantes que, em Janeiro de 2007, centravam as atenções, estavam de algum modo ligados entre si. D. Bibas, nesta tira/cartoon explicava porquê...

15 de maio de 2014

D. Bibas, o bobo do corte





Não sendo muito vulgar, Baltasar, é um nome que ciclicamente ocupa as parangonas dos jornais e os tais 15 minutos de fama das televisões. Nos dias que correm há um que leva quase um mês a monte, com a GNR no encalço. Na época da publicação destas tiras do D. Bibas, um outro Baltasar disputava o encargo de uma criança a um sargento da dita GNR, devido a uma situação dúbia que os tribunais deixaram arrastar. Como resultado, a criança era litigada como uma propriedade ou um objecto. À parte os dramas pessoais, a cena era verdadeiramente caricata - tal como a que decorre por estes dias.

12 de maio de 2014

O Zé, a Maria Lusa e... a Escritora

Após umas largas semanas de ausência, na altura da sua edição original no velho 30 de Fevereiro, o regresso da tira "O Zé, a Maria Lusa e o Político" foi feito com algumas alterações substanciais. Em primeiro lugar pela introdução da cor; em segundo lugar, pela própria composição do título - "o Político" foi sendo substituído por outras designações, adaptadas à personagem em questão.
Neste caso, trata-se do célebre e escabroso caso de Carolina Salgado, a ex-amante de um conhecido dirigente de futebol, e do livro que alguém escreveu por encomenda em seu nome, para atingir o dito dirigente. Apenas mais um episódio novelesco nos extras ao tempo de jogo, que levou à lavagem de uma enorme quantidade de roupa suja nas salas dos tribunais, sem que o desporto lucrasse algo com isso - bem pelo contrário.

8 de maio de 2014

Onde é que está a crise?

Salvo aqueles que perderam o emprego, querem trabalhar e não encontram onde - e há muitos - ainda sobra muita gente disposta a gastar 700 ou mais euros para ir a Turim ver um jogo da bola. Isto não está tão mau como nos querem fazer crer...

7 de maio de 2014

A Idade da Pedra


Esta montagem teve como inspiração um episódio que se passou com Fernando Ruas, então presidente da Câmara Municipal de Viseu e da Associação Nacional de Municípios. Em causa estava uma qualquer inspecção a fazer pelos funcionários do Ministério do Ambiente, contra a qual se insurgiu Fernando Ruas, aconselhando as pessoas a reunirem-se em grupos e corrê-los à pedrada, no que foi prontamente secundado por Alberto João Jardim, oferecendo a sua solidariedade e sempre disposto a mostrar-se contra o "regime" quando o "regime" não lhe convém. Serão dois políticos da Idade da Pedra, mas não, infelizmente, os únicos...

6 de maio de 2014

Gajo Borbulha

Esta tira foi publicada no Natal de 2006, e menciona factos passados três anos antes: o célebre movimento das Mães de Bragança, que se organizaram contra a prostituição e o alterne que "animavam" a cidade. As televisões lisboetas, que descobriram o caso através de uma reportagem na revista "Time", deram-lhe uma dimensão tal que liquidou o "negócio".

3 de maio de 2014

Tóne Chopinho


Quarto "cartoon" do Tóne Chopinho, datado de 2006, dos sete que foram publicados no 30 de Fevereiro.

29 de abril de 2014

Gajo Borbulha

Quando esta tira foi desenhada, Cavaco Silva já tomara posse como presidente da república há mais de meio ano. Com um primeiro mandato onde tentou passar despercebido (como é prática habitual, na tentativa de alcançar o segundo mandato), a crise da dívida e a pré-bancarrota acabaram por acossá-lo na torre de vidro onde se havia encerrado. Com anticorpos espalhados em largos sectores da sociedade portuguesa, muitos não esqueceram que, nos quarenta anos do regime, acabados de completar, Cavaco Silva foi primeiro-ministro ou presidente durante dezoito deles...

28 de abril de 2014

Tóne Chopinho

A partir de determinada altura, os portugueses descobriram a duvidosa apetência para quebrar alguns dos recordes do livrinho magicado pela cervejeira irlandesa - com as televisões sempre à espreita. Na verdade, o tema tornou-se enjoativo...

20 de abril de 2014

25 de Abril, 40 anos. Festejar o quê?

Foi o regime saído do 25 de Abril que nos trouxe à situação actual. Os problemas que vivemos não começaram em 2011, nem em 2008, ou 2000, ou 1993 - começaram em 1974. Todos os vícios e erros de que enferma este regime datam da sua origem: uma desgraçada revolução, em vez de uma transição ordenada, à qual se seguiram os anos de desgoverno que acabaram com o que restava. Pior que isso, a revolução instaurou uma cultura de irresponsabilidade e facilitismo, onde o mérito não é premiado, onde nada se exige para que nada seja exigido em troca, onde se julga normal ter todos os direitos sem a contrapartida de qualquer dever.
O FMI foi chamado a intervir em 1977 e 1983, mas, das reformas necessárias nada foi feito, e nem sequer aprendemos com os erros. Apenas à custa da desvalorização da moeda adiamos os nossos problemas, com perdas assustadoras do poder de compra, desemprego, etc. Desde 1974 o Estado passara a acumular deficits, ou seja, dívida, e isso continuou a acontecer ano após ano, todos os anos, até hoje. Apesar disto, foi "vendida" uma ideia utópica do "estado social": aquilo que os franceses ou os nórdicos conseguiram num trabalhoso processo de longas décadas, implantar-se-ia aqui por um passe de mágica: tudo, para todos, ao mesmo tempo!
Com a adesão à CEE vieram os fundos de coesão europeus, e, em vez de se aproveitar a nova oportunidade para reformar o país, continuou a desperdiçar-se o dinheiro de forma não produtiva, alimentando grupos de interesse que medraram à sombra das negociatas. Satisfazer clientelas para ganhar eleições continuava a ser o único desígnio da governação, enquanto se hipotecava o futuro. Quem lucrou com a Expo 98, o Euro 2004 e os 2700 km de auto-estradas, e tantas outras obras do regime que hoje continuamos a pagar e de nada nos servem?
Com a integração no Euro (um monumental erro de avaliação que passou impune) chegou o crédito barato e continuamos a endividar-nos alegremente a 10% ao ano. Apesar da torrente de dinheiro injectado na economia, o crescimento económico era nulo. O fim estava à vista.
Que regime é este, onde boa parte dos políticos chegam de mãos vazias e partem com enormes fortunas pessoais? Onde a corrupção é generalizada e impune? Onde um padeiro que, alegadamente, terá roubado 70 cêntimos, é condenado a uma multa de 315 euros, com hipótese de vir a cumprir pena efectiva, enquanto os Jardins Gonçalves vêem prescrever os seus processos de milhões? Onde os Fantasias e os Catums do BPN nunca cumprirão qualquer pena, porque é hoje dado por adquirido que os tribunais, mesmo que funcionem sem imprevistos, nunca conseguirão terminar o processo antes da prescrição? Onde os ladrões e assassinos são libertados por erros processuais ou excesso de garantismo, e as suas vítimas são tantas vezes condenadas?
Vamos celebrar o quê? Não há nada a celebrar.

19 de abril de 2014

Gajo Borbulha


O tema desta tira é um clássico da esperteza nacional: o dia da greve geral utilizado em proveito pessoal. E como, normalmente, é marcado para uma sexta-feira isso significa umas mini-férias (o Gajo Borbulha, com os seus biscatos é uma excepção); no dia útil seguinte, passada a guerra dos números, entra o respectivo atestado médico...

15 de abril de 2014

Gajo Borbulha

Esta tira do Gajo Borbulha representou um passo mais no alargamento do seu universo, ao apresentar o seu filho, Lenine. O tema das aulas de substituição (destinadas a acabar com os tempos mortos devidos à falta de um professor) era por essa época motivo de alguma controvérsia, mais por parte dos professores que dos alunos, diga-se em abono da verdade.

14 de abril de 2014

Tóne Chopinho


Segundo "cartoon" do Tóne Chopinho, datado de Outubro de 2006, dos sete que foram publicados no 30 de Fevereiro.