A realidade que serviu de inspiração para esta tira foi o congresso do CDS-PP de 2005, no rescaldo das eleições legislativas que já várias vezes foram aqui referidas. Ora, esse congresso teve um desenvolvimento inesperado: com Paulo Portas de malas aviadas para a sua breve estadia nos Estados Unidos, estava tudo mais ou menos preparado, entre o trio Portas, Nobre Guedes e Telmo Correia (o trio que protagoniza esta tira), para que este último fosse o seu sucessor; no entanto, para surpresa geral, quem se impôs à última hora foi Ribeiro e Castro, que assim estragou os planos já traçados.
28 de fevereiro de 2014
O Zé, a Maria Lusa e o Político
A realidade que serviu de inspiração para esta tira foi o congresso do CDS-PP de 2005, no rescaldo das eleições legislativas que já várias vezes foram aqui referidas. Ora, esse congresso teve um desenvolvimento inesperado: com Paulo Portas de malas aviadas para a sua breve estadia nos Estados Unidos, estava tudo mais ou menos preparado, entre o trio Portas, Nobre Guedes e Telmo Correia (o trio que protagoniza esta tira), para que este último fosse o seu sucessor; no entanto, para surpresa geral, quem se impôs à última hora foi Ribeiro e Castro, que assim estragou os planos já traçados.
26 de fevereiro de 2014
O Zé, a Maria Lusa e o Político
22 de fevereiro de 2014
O Zé, a Maria Lusa e o Político
21 de fevereiro de 2014
D. Bibas, o bobo do corte
A derrota dos partidos do governo PSD-CDS nas eleições legislativas de 2005 promoveu uma rápida substituição das respectivas lideranças. O que sucedeu no CDS-PP foi tema da anterior tira do D. Bibas; no caso do PSD (a matéria da presente tira) deu-se a ascensão de Marques Mendes, que na própria noite de eleições tinha vincado que era preciso "mudar de vida". Porém, mais facilmente foi ele próprio mudado, pois esteve apenas dois anos à frente do partido, sem deixar grandes marcas. De baixa estatura física, combustível para alguma zombaria, dessa época recordam-se os debates parlamentares, onde o então primeiro-ministro, reconhecido cinturão-negro do palavreado, lhe ganhava facilmente todos os combates.
19 de fevereiro de 2014
A «democracia» tutelada
Apesar de publicado em 2005, no 30 de Fevereiro, a propósito de factos ocorridos na época, vou etiquetar este "cartoon" nos "extras", pois está datado de 1999. Também não é por acaso que faz parte do livro 'TamosTramados, porque, como se pode comprovar, há coisas que nunca mudam. Em Portugal, os governos só exercem o poder pelo mínimo denominador comum, porque houve sempre um conselho, um tribunal, um procurador, um presidente, um sindicato, um grupo de pressão, uma providência cautelar, um burocrata estrangeiro, e todo o filho-de-mãe mais o cão que o acompanha, para fazer valer a sua justiça - com a particularidade de praticamente todos eles jamais terem ido a votos. É bem certo que, como diz o ditado, "massa onde todos metem a mão não dá bom pão".
11 de fevereiro de 2014
Jardim de Bananas
Em finais de Março de 2005 a Vicaima, uma indústria de madeiras de Vale de Cambra, esteve envolvida numa polémica com a Greenpeace, que acusava a empresa de utilizar madeira proveniente do abate ilegal de árvores na Amazónia Os activistas bloquearam a entrada da fábrica, acorrentando-se ao portão, o que despoletou uma confusão e desacatos, com agressões físicas entre administradores, manifestantes e um repórter de imagem de uma televisão. A cena está disponível no YouTube - parece um filme do Steven Seagal, mas com palavrões.
A última tira do Jardim de Bananas publicada no 30 de Fevereiro, fazia referência ao comportamento do tal administrador, e, quanto a mim, ele saiu favorecido no retrato...
4 de fevereiro de 2014
D. Bibas, o bobo do corte
Depois das legislativas de 2005, o então ex-ministro da Defesa, do Mar e de Outras Coisas num Título Muito Comprido que Também o Apanhou de Surpresa, Paulo Portas, anunciou a sua retirada de cena, e a consequente saída para o estrangeiro (Estados Unidos no seu caso particular), para estudar... Um tipo de decisão que viria a fazer escola. Quanto ao bobo, dava ouvidos à boataria mal-intencionada e extrapolava os futuros possíveis para um obscuro político caído em desgraça...
26 de janeiro de 2014
A luz ao fundo do túnel
Desenhada em 2004, na altura em que Durão Barroso chefiava o governo, esta BD satirizava alguns dos chavões e tiques do executivo. Desde logo pelo título: a tal "luz ao fundo do túnel" tantas vezes anunciada mas que nunca existiu; depois o designado "discurso da tanga" - Vocês deixaram o país de tanga! - que teve como efeito imediato o "crash" bolsista e a retracção económica; e ainda (no último quadrado) a disparatada negação da evidência (Barroso), o absurdo negócio dos submarinos (Portas), e a voragem financeira de Manuela Ferreira Leite, unicamente preocupada em maquilhar o défice à custa de receitas extraordinárias. Tal como a outra BD já apresentada, também esta apareceu no 30 de Fevereiro em flash,e durante pouco tempo - pois a "luz ao fundo do túnel" só brilhou para Durão Barroso, que na primeira oportunidade fugiu para Bruxelas.
25 de janeiro de 2014
Jardim de Bananas
Como consequência da derrota nas legislativas de 2005, Santana Lopes regressou, por um breve período, à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, que deixara entregue ao seu "vice" aquando da indigitação para primeiro-ministro. Figura habitual do chamado jet-set lisboeta e das revistas "cor-de-rosa", esta tira jogava igualmente com o seu provável regresso à Kapital, então uma das discotecas da moda na noite alfacinha e lugar de pouso da referida fauna.
20 de janeiro de 2014
O Zé, a Maria Lusa e o Político
Ainda sobre o tema dos nitrofuranos, abordado na entrada anterior, existe esta tira datada de 2003, que não chegou a ser publicada no 30 de Fevereiro. Com a carne proveniente dos aviários sob suspeita, cada um tirava as suas conclusões...
18 de janeiro de 2014
Jardim de Bananas
Esta tira, posteriormente redesenhada para o livro 'Tamos Tramados, tem a sua origem num caso de 2003: a detecção do uso de nitrofuranos - um anti-bacteriano com potencial cancerígeno - em galináceos provenientes de dezenas de explorações, as quais representavam uma percentagem considerável do mercado. Isto abalou, por algum tempo, a confiança dos consumidores na segurança alimentar. Em 2005 o caso ainda mexia, nos tribunais, devido aos prejuízos que afectaram todo o sector, desde as rações aos avicultores e às churrascarias.
16 de janeiro de 2014
Gajo Borbulha
Em 1981, Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln publicaram uma investigação histórica, "O Santo Graal e a Linhagem Sagrada", que, à época, passou praticamente despercebida. 22 anos depois, Dan Brown pegou nos dados da investigação e construiu à volta deles uma novela com o sucesso que se sabe, arrastando consigo uma polémica de dimensão proporcional. Quando esta tira surgiu, em meados de Março de 2005, o assunto ainda fazia correr muita tinta. A deturpação jocosa "Código d'Avintes" foi utilizada por outras pessoas, mas foi no 30 de Fevereiro, pela boca do Falópio, que ela se ouviu pela primeira vez.
13 de janeiro de 2014
O Partido Sexy
Esta entrada vem a propósito de mais um congresso de consagração a Paulo Portas, o líder que moldou o velho CDS à sua imagem (que outro significado pode ter o acrescento "PP"?) e no qual se mantém à frente desde 1997 - ou desde 1992, se considerarmos que Manuel Monteiro foi uma criação da sua autoria. Houve contudo um curto interregno no qual a liderança recaiu sobre Ribeiro e Castro, e são precisamente desse tempo as imagens apresentadas.
Ribeiro e Castro considerou um dia que o partido era pouco atractivo e afirmou que o CDS-PP - democrata-cristão, recorde-se - devia tornar-se num partido "sexy"! Com "cristão" e "sexy" na mesma frase, pretendia talvez levar o CDS-PP do convento para o cabaré e, no 30 de Fevereiro, sugeriu-se um retoque no símbolo do partido: a adaptação aos novos tempos que se anunciavam...
11 de janeiro de 2014
Zing & Putt
Datada de Agosto de 2001, esta página de banda desenhada é um saudável exercício de irreverência e absurdo. Os protagonistas são Jiang Zemin e Vladimir Putin, respectivamente presidentes da China e da Rússia à data do desenho. A página nunca foi publicada no 30 de Fevereiro; quando o sítio foi lançado, Hu Jintao estava já à frente da China e foi impossível arranjar um pretexto minimamente credível para a apresentar.
10 de janeiro de 2014
Jardim de Bananas
A presente tira refere-se aos tempos finais do papado de João Paulo II, quando o sumo-sacerdote decidiu fazer um espectáculo público da sua galopante decrepitude. Enquanto por trás das cortinas o Vaticano e a Igreja se questionavam se devia ou não o papa resignar, ele manteve-se teimosamente no seu trono até que a morte o levou.
8 de janeiro de 2014
O Zé, a Maria Lusa e o Político
Quando era primeiro-ministro, José Sócrates cunhou a expressão "campanhas negras" para as constantes notícias veiculadas pela comunicação social, que punham em questão não só determinados actos e decisões que lhe eram atribuídos, como até aspectos do seu carácter. A primeira "campanha negra" começou seguramente na notícia que inspirou esta tira, publicada precisamente no dia em que foi indigitado pelo presidente da república. Quase nove anos passados, José Sócrates dedica-se agora activamente ao "branqueamento", em sessão semanal na televisão pública, paga com o dinheiro dos contribuintes...
6 de janeiro de 2014
O Senhor Procurador
José Souto Moura foi Procurador Geral da República entre 2000 e 2006 e o seu mandato não correu nada bem. Dos muitos processos mediáticos que lhe passaram pelas mãos, tudo quanto era segredo de justiça foi parar aos títulos dos jornais - não era um problema unicamente seu; já acontecia antes e continuou a acontecer depois da sua saída. Contudo, a sua inépcia em lidar com a comunicação social tornou-se lendária, e ele próprio contribuiu (involuntariamente) para o descrédito da justiça, alimentando rumores e insinuações. Este "cartoon" representa uma cena real decorrida durante o processo Casa Pia e, embora possa parecer inacreditável, o diálogo é a transcrição fiel do ocorrido...
4 de janeiro de 2014
D. Bibas, o bobo do corte
Cronologicamente, esta é provavelmente a primeira tira do D. Bibas, no seu formato definitivo. Datada de 2003, refere-se à polémica decisão de Morais Sarmento, o ministro que então tutelava a RTP, de acabar com o magazine diário "Acontece", apresentado pelo jornalista Carlos Pinto Coelho. Esse curto noticiário cultural foi emitido de 1995 a 2003, e quando Morais Sarmento decidiu terminá-lo era já o mais antigo da Europa no seu género. Morais Sarmento - representada aqui também a sua fama pelo consumo de certas especiarias - considerou gastar-se demasiado dinheiro com a produção do programa, tendo declarado que era "mais compensador oferecer uma volta ao Mundo a cada espectador". A tira não chegou a ser publicada no 30 de Fevereiro pois os factos a que aludia já estavam ultrapassados na altura em que o sítio foi lançado.
3 de janeiro de 2014
Jardim de Bananas
O Jardim de Bananas é uma série de tiras com assuntos diversificados, sem heróis, inspirados nas notícias quotidianas. As seis tiras publicadas no 30 de Fevereiro, surgiram entre Fevereiro e Abril de 2005, mas é possível que estas duas tenham data anterior a Fevereiro.
A primeira remete para o caso de uma delegada de saúde que não quis apressar a refeição, enquanto um cadáver ficou duas horas à sua espera, na via pública, tapado com um lençol, aguardando a remoção. Quanto à segunda, refere-se a um dos frequentes desaguisados entre pescadores do país vizinho e as nossas autoridades marítimas; esta é, numa nova versão, redesenhada, a página inicial do livro 'Tamos Tramados, editado pelo Mário Teixeira em 2013.
2 de janeiro de 2014
Gajo Borbulha
A frase-chave desta tira, "a aplicação do princípio do contraditório", foi retirada da disputa televisiva que levou ao afastamento de Marcelo Rebelo de Sousa do comentário dominical na TVI, em 2005. As suas tiradas provocaram um grande incómodo no governo de Santana Lopes, e um dos ministros, Rui Gomes da Silva, veio a terreiro defender a tese absurda de que qualquer comentário televisivo devia ser feito a duas vozes, pelo menos, (sendo uma delas favorável ao governo, supõe-se), para aplicação do tal "princípio"...
1 de janeiro de 2014
A Retoma
Durão Barroso: de estudante maoista do MRPP, envolvido numa história de roubo de mobiliário, até à presidência da Comissão Europeia, fica o percurso exemplar de um oportunista, de ambição desmedida, sempre pronto a saltar de carruagem desde que lhe pareça mais favorável em termos pessoais. Vencedor das eleições legislativas de 2002, esteve cerca de dois anos à frente do governo, cavalgando um decréscimo do PIB que não soube inverter, e arrastou a nação para uma guerra que não lhe dizia respeito.
Esta BD de 2004, satirizava a sua argumentação repetida e pouco imaginativa: a culpa pelo estado das coisas era a herança recebida, mas a retoma estava ao virar da esquina. E é óbvio que eu não esperava a reeleição de Durão em 2006 - o quadrado de 2007 só está aqui para enfatizar, porque na geometria da história deviam existir oito quadrados e não sete. O desenho, apresentado em flash, esteve pouco tempo em exibição porque o Durão, entretanto, arranjou um "tacho" melhor em Bruxelas.
31 de dezembro de 2013
D. Bibas, o bobo do corte
A segunda tira do D. Bibas, foi desenhada no rescaldo das Legislativas de 2005. A coligação PSD-CDS, então no governo, sofreu uma derrota estrondosa nas urnas que abriu caminho à primeira maioria absoluta do PS. Como é da praxe acontecer nestas ocasiões, os derrotados abandonam o campo de batalha e chegam-se à frente os reservistas; e assim se abriu o processo de sucessão para a liderança dos partidos que tinham formado o governo.
D. Bibas, que não era menos que os outros, tentou a sua sorte...
30 de dezembro de 2013
D. Bibas, o bobo do corte
Inspirado num personagem histórico - D. Bibas, bobo da corte do conde D. Henrique, em finais do século XI - este homónimo, criado pelo Mário Teixeira por volta de 1990, teve uma existência errática nos seus primeiros anos. Foi publicado, pelo menos uma vez, até 1995, no Jornal da Marinha Grande. Contudo só em 2005, e no formato de tira, D. Bibas passou a dedicar-se ao "corte" com a regularidade devida, no 30 de Fevereiro. Produzido em Corel Draw, dos originais das suas 18 histórias, praticamente nada sobreviveu ao "naufrágio" de um disco duro...
Esta primeira tira respeita à campanha para as Legislativas de 2005, quando o Santana Lopes primeiro-ministro fez um apelo ao voto através de um folheto distribuído por todas as caixas do correio.
27 de dezembro de 2013
O Hamas e a Palestina
Na sequência dos resultados das eleições parlamentares na Palestina, em Janeiro de 2006, este "cartoon" atraiu um considerável número de visitas com origem no Médio Oriente. Chegou mesmo a existir um "hotlink" da imagem para um fórum escrito em árabe que, traduzido pelo Google, tinha um comentário do género: "vejam, a ideia que eles têm do Hamas...". Felizmente não enviaram o Hezbollah no nosso encalço... O Mário Teixeira enviou o "cartoon" para o Jornal de Notícias, que o publicou destacado, dias depois, no topo da secção "Cartas do Leitor".
26 de dezembro de 2013
Gajo Borbulha
Praticamente todas as tiras apresentadas no 30 de Fevereiro foram entretanto redesenhadas e melhoradas, estando projectada uma edição em livro.
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