26 de dezembro de 2013

Gajo Borbulha



O Gajo Borbulha - um comunista, com alguma instrução e cultura, que vive rodeado de pacóvios - é uma das criações mais perduráveis do Mário Teixeira e goza actualmente de certa popularidade no facebook. As tiras vão revelando o carácter dos personagens e são raras as referências a acontecimentos concretos da vida nacional - ao contrário de outras suas criações que se situam no terreno do "cartoon" de comentário político e social, e que são, por isso, de efeito mais imediato.
Praticamente todas as tiras apresentadas no 30 de Fevereiro foram entretanto redesenhadas e melhoradas, estando projectada uma edição em livro.

23 de dezembro de 2013

O Zé, a Maria Lusa e o Político


 A primeira colaboração do Mário Teixeira para o 30 de Fevereiro deu-se em inícios de 2005, com três tiras de BD - esta, e as duas iniciais do Gajo Borbulha, que publicarei a seguir.
A tira refere-se a Santana Lopes, então primeiro-ministro, que, acossado por todos os lados, mesmo pelos seus correligionários políticos, desabafou um dia - não recordo as palavras exactas, mas o sentido era mais ou menos este: o seu Governo era como um recém-nascido, numa incubadora, onde os irmãos mais velhos, em vez de protegê-lo, o vinham agredir (entenda-se: os "barões" do partido não só não o apoiavam como o criticavam abertamente). A metáfora passou ao anedotário nacional...

22 de dezembro de 2013

Suástica e barras coloridas


Em 2004, George W. Bush andava entretido na Segunda Guerra do Golfo, e no 30 de Fevereiro havia basto material a inventariar as suas palhaçadas. Para ilustrá-las, concebi esta montagem que simbolizava as forças que o suportavam: do lado esquerdo o casal retratado na pintura "American Gothic", de Grant Wood, representando os campónios iletrados; do lado direito o Ku Klux Klan, símbolo da intolerância.
A imagem é minúscula (como muitas outras que por aqui vão aparecer) porque, nesses tempos pré-banda-larga, as imagens demoravam demasiado tempo a carregar - e tempo era, literalmente, dinheiro. O Softpress Freeway, que eu utilizava para construir o sítio, permitia inclusivamente subdividir uma imagem em fragmentos com diferentes compressões jpeg, conforme a zona da imagem contivesse mais ou menos informação, para poupar na quantidade de kbytes utilizados - e eu utilizei essa função para dividir esta "enorme" imagem numa meia-dúzia de secções. Mais tarde substituí-a por uma imagem global, generosamente comprimida para 33,8 KB...

21 de dezembro de 2013

Andar de automóvel é dar de comer a um milhão de políticos portugueses


A primeira imagem apresentada no 30 de Fevereiro foi esta espécie de cartaz retro, que desenhei num estilo Anos 30-40. Adaptei à situação uma antiga frase publicitária, bem conhecida: "Beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses" - uma promoção algo insólita da indústria vinhateira nacional.
Possuir um carro foi sempre extremamente penalizador, e já em 2004 os impostos estavam constantemente a subir. Parecia-nos mau (e era mau), mas ainda havia SCUTs, o litro de gasolina estava a 95 cêntimos, o gasóleo custava 70 cêntimos, o iva era de 19 %, e nem imaginávamos o que estava para vir... Esta nunca perdeu a actualidade - e nunca a perderá...

20 de dezembro de 2013

Apresentação


Há cerca de dez anos iniciei o site 30 de Fevereiro, com alguns amigos, albergado na clix.pt e, mais tarde, no sapo.pt. Esse site, que começou por difundir textos na Biblioteca e imagens na Galeria, teve também uma extensão dedicada à divulgação musical - o Webzine, - que acabou por se autonomizar no Distorsom e se manteve em publicação até ao final de 2009.
O velho 30 de Fevereiro, repositório da segunda metade da primeira década, foi depois definhando até à sua quase total imobilidade. Muito do seu conteúdo perdeu rapidamente a actualidade (nunca pretendeu ser intemporal), algumas entradas foram sendo retocadas, outras simplesmente eliminadas, até ao ponto em que muito do que por lá estava escrito pura e simplesmente deixou de fazer sentido. Decidi agora eliminar o 30 de Fevereiro.
No entanto, a Galeria do site, apesar de datada, é um património original e único que entendo ser útil preservar. Serão os desenhos do Mário Teixeira e os meus que por aqui se documentará, tentando contextualizá-los sempre que possível.
(A. Stonefield)