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29 de abril de 2014

Gajo Borbulha

Quando esta tira foi desenhada, Cavaco Silva já tomara posse como presidente da república há mais de meio ano. Com um primeiro mandato onde tentou passar despercebido (como é prática habitual, na tentativa de alcançar o segundo mandato), a crise da dívida e a pré-bancarrota acabaram por acossá-lo na torre de vidro onde se havia encerrado. Com anticorpos espalhados em largos sectores da sociedade portuguesa, muitos não esqueceram que, nos quarenta anos do regime, acabados de completar, Cavaco Silva foi primeiro-ministro ou presidente durante dezoito deles...

28 de abril de 2014

Tóne Chopinho

A partir de determinada altura, os portugueses descobriram a duvidosa apetência para quebrar alguns dos recordes do livrinho magicado pela cervejeira irlandesa - com as televisões sempre à espreita. Na verdade, o tema tornou-se enjoativo...

19 de abril de 2014

Gajo Borbulha


O tema desta tira é um clássico da esperteza nacional: o dia da greve geral utilizado em proveito pessoal. E como, normalmente, é marcado para uma sexta-feira isso significa umas mini-férias (o Gajo Borbulha, com os seus biscatos é uma excepção); no dia útil seguinte, passada a guerra dos números, entra o respectivo atestado médico...

15 de abril de 2014

Gajo Borbulha

Esta tira do Gajo Borbulha representou um passo mais no alargamento do seu universo, ao apresentar o seu filho, Lenine. O tema das aulas de substituição (destinadas a acabar com os tempos mortos devidos à falta de um professor) era por essa época motivo de alguma controvérsia, mais por parte dos professores que dos alunos, diga-se em abono da verdade.

14 de abril de 2014

Tóne Chopinho


Segundo "cartoon" do Tóne Chopinho, datado de Outubro de 2006, dos sete que foram publicados no 30 de Fevereiro.

11 de abril de 2014

Gajo Borbulha


Tendo por fundo uma das polémicas medidas tomadas por Correia de Campos, o Gajo Borbulha utiliza uma mnemónica inesperada, enquanto Falópio continua com os seus habituais pontapés na gramática...

8 de abril de 2014

D. Bibas, o bobo do corte

Antes de se tornar dirigente desportivo, com um ar que não destoaria na série "The Sopranos", Rui Costa foi um dos mais bem-sucedidos futebolistas portugueses. Num dia do Outono de 2006, quando o jogador ainda pisava os relvados, os três diários desportivos resolveram fazer uma manchete que pouco tinha a ver com a prática do desporto, propriamente dito - o que acontece frequentes vezes, porque ter de arranjar notícias todos os dias não deve ser nada fácil...

6 de abril de 2014

D. Bibas, o bobo do corte

As frases que se podem ler nos primeiros três quadrados desta tira, faziam parte de uma campanha anti-racista que à época passou nos meios de comunicação. Julgo que esta era a campanha "Todos diferentes, todos iguais", que em pouco tempo deu origem à irónica frase "todos diferentes, todos a roubar" - e isto sem qualquer conotação racista, o problema era (e ainda é...) generalizado.

4 de abril de 2014

Tóne Chopinho


Esta personagem criada pelo Mário Teixeira fez a sua aparição em 2006 no velho 30 de Fevereiro, onde foram publicados sete "cartoons". Os "gags" são de um único desenho, inspirados normalmente em cenas da vida real - frases perdidas, ou nem tanto, que o autor captou em seu redor - porque é bem sabido que muitas vezes a realidade ultrapassa a ficção.
O Tóne Chopinho incarna o que de pior existe no português: a ignorância arrogante, a imbecilidade, o conformismo. Neste desenho em particular, Tóne Chopinho congratula-se com o quarto lugar então alcançado pela selecção portuguesa no mundial de futebol da Alemanha, num fraseado de perdedor resignado.
Estes "cartoons" foram entretanto redesenhados, num estilo radicalmente diferente e sem cor, estando prevista a sua publicação numa espécie de apêndice ao livro do Gajo Borbulha, fazendo a ligação através do Falópio, de quem Tóne Chopinho é amigo.

2 de abril de 2014

Gajo Borbulha

O Gajo Borbulha vai percorrendo todos os lugares-comuns da intervenção comunista, acompanhado de perto pelo seu amigo Falópio. A explicação alargada está aqui.

1 de abril de 2014

D. Bibas, o bobo do corte


O "fatídico" dia 6 de Junho de 2006, que alinhava três 6 de mau agouro, passou despercebido, à excepção de algum jornalismo com falta de notícias. Mas até essa pecha era por esses dias facilmente remediada, com os inevitáveis directos para "encher chouriços", à porta do hotel onde a selecção nacional de futebol fazia o seu estágio, nas vésperas do Alemanha 2006. A propósito: mais umas semanas e vamos levar com outra dose...

31 de março de 2014

D. Bibas, o bobo do corte

Filmes como "Rapariga com Brinco de Pérola", "Lost in Translation" ou "A Ilha" projectaram Scarlett Johansson para a fama no nosso país, dando-lhe simultaneamente o estatuto de "sex-symbol". Subitamente o seu nome ouvia-se em todo o lado - geralmente mal pronunciado, e isso deu tema para esta tira dupla de D. Bibas.

27 de março de 2014

D. Bibas, o bobo do corte


Tendo como tema as presidenciais de 2006, este cabeçalho comentado por D. Bibas é o resultado da inclinação do espectro partidário português à esquerda: a direita quase não existe como tal, ou diz-se do centro, os liberais dizem-se social-democratas, os social-democratas intitulam-se socialistas (e convém não esquecer que todos juntos valem 85 a 90 por cento do eleitorado). Só assim é possível entender as declarações de Maria Helena da Bernarda acerca de Cavaco Silva como um candidato de esquerda - depende do ponto de vista. Mas não deixa de soar estranho...

26 de março de 2014

O Zé, a Maria Lusa e o Político

Cavaco Silva, afastado do poder desde 1995 e derrotado nas presidenciais de 1996, passou uma década a pavimentar pacientemente o caminho que o havia de levar com êxito ao palácio de Belém. Na pré-campanha das presidenciais de 2006, com as sondagens a seu favor e tendo por opositores cinco candidatos de esquerda, impôs o modelo de debate televisivo que lhe era mais favorável: debates a dois. Evitava assim fragmentar o seu tempo de intervenção contra dois ou mais candidatos que iam previsivelmente abrir fogo sobre si, repetindo mais ou menos a mesma argumentação e deixando-o permanentemente em situação de desvantagem.

25 de março de 2014

Gajo Borbulha


Mais uma tira desta série, sem comentários. Tudo o que há a saber está aqui.

24 de março de 2014

D. Bibas, o bobo do corte

O Mário Teixeira tem uma ligação especial ao Canadá, e as notícias relacionadas com esse país serviram-lhe também de inspiração, como se pode comprovar nesta tira. Em 2005, a meio da nossa "década perdida", notícias como a citada - onde o governo canadiano se propunha devolver parte do excedente orçamental aos contribuintes - pareciam aos nossos olhos como se fossem de outro mundo.

20 de março de 2014

Gajo Borbulha


A partir de meados de 2005, o Mário Teixeira decidiu passar a colorir as tiras destinadas ao 30 de Fevereiro. A primeira tira colorida do D. Bibas foi publicada ontem, hoje temos o Gajo Borbulha, e em breve teremos a d'O Zé & Maria Lusa.
A frase-chave aqui, "a inversão do ónus da prova", surgiu no momento em que se iniciou a discussão sobre novas formas de combate à corrupção e a criminalização do enriquecimento ilícito. Nove anos passados, a questão é ainda fonte de controvérsia. O conceito, contudo, tem esbarrado nas garantias constitucionais, pois cabe à justiça provar que o acusado cometeu o delito - em vez de ser o acusado a provar a sua inocência.

19 de março de 2014

D. Bibas, o bobo do corte



No Verão de 2005, com a escassez de notícias, as televisões criaram o caso do "arrastão", na praia de Carcavelos, nos arredores de Lisboa. O caso conta-se em poucas palavras: uma série de roubos, praticados em bando, deu origem à intervenção da polícia e foi transformado, nos noticiários da noite, num "arrastão" à brasileira. D. Bibas refere-se aqui à hipersensibilidade do BE relativamente às referências étnicas em questão - ao que parece, os ladrões seriam de raça africana. Aliás, como toda a gente sabe, o Bloco tem uma predilecção por minorias; ou antes, determinadas minorias, pois até há quem diga que a mascote favorita do Bloco seria um indivíduo negro, homossexual e estrangeiro...

14 de março de 2014

Professores avaliados



Cerca de dois anos depois do "cartoon" mostrado ontem, a avaliar pelo teor deste "cartoon", ter-se-á chegado a um aparente consenso sobre a avaliação, depois da demissão de Maria de Lurdes Rodrigues, é claro. Um consenso que durou até à greve seguinte, já ninguém se lembra qual...
Há que reconhecer o valor de Mário Nogueira. Sindicalista profissional desde 1991, também tem sido "avaliado" (da maneira que sempre defendeu) e progredido na carreira como professor - isto sem dar uma única aula há décadas, recorde-se! (ler aqui). Entretanto deve ter conhecido mais de uma dúzia de ministros da educação, que triturou um após o outro. Basta lembrar a forma como tem ganho todos os "rounds" a Nuno Crato - por KO, pois acaba sempre por ceder tudo e em toda a linha -, cuja inépcia e amadorismo embatem de tal modo na couraçada eficácia da Fenprof que até mete dó.
Mário Nogueira, que não brinca em serviço, é, de facto e há muito, o verdadeiro ministro da Educação. E fez saber, por estes dias, que voltará a dar aulas num futuro próximo. Pobres dos alunos...

13 de março de 2014

Professores indignados



A Fenprof, referida na entrada anterior, dá o pretexto para este "cartoon". Num país onde bastava a um funcionário público deixar correr o tempo para progredir na carreira - independentemente do esforço ou do mérito, apenas era necessário não fazer asneira da grossa - a ideia de avaliação foi, como era de esperar, rejeitada. Diga-se, em abono da verdade, que as tímidas tentativas reformistas do governo PS só surgiram perante a pressão da incomportável despesa pública, mas custaram o lugar a vários ministros. Correia de Campos, ministro da Saúde, engrossou a longa lista dos que puseram médicos e enfermeiros (e populações, já agora) em polvorosa; Maria de Lurdes Rodrigues, na Educação, enfrentou a "besta negra" da Fenprof e, obviamente, perdeu.
À primeira vista - e o "cartoon" partilha dessa perspectiva - parecia que toda a oposição se tinha unido contra as medidas do governo para o sector; na verdade era uma questão corporativa, transversal e exterior aos partidos, como se veio a evidenciar mais tarde, se ainda dúvidas subsistiam. No 30 de Fevereiro, o "cartoon" provocou reacções na página de comentários, apesar de não ser propriamente contra os professores, mas contra um determinado tipo de mentalidade.