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12 de março de 2014

D. Bibas, o bobo do corte



D. Bibas especula nesta tira sobre as "ligações perigosas" entre o PCP e o PSD, numa altura em que parecia haver um acordo tácito contra a governação PS. Embora os factos referidos sejam auto-explicativos, mesmo assim vou fornecer o contexto, dado que para além do evidente há outras alusões eventualmente obscurecidas pela passagem do tempo.
O sindicato afecto ao PCP é a Fenprof, que vai proporcionando ao partido, através da gritaria e das greves cirúrgicas, as vitórias que, em 40 anos de regime, jamais obteve nas urnas. Quanto a Zita Seabra é uma senhora que nos dias de hoje dirige uma respeitável editora, mas já foi deputada e dirigente do PSD, anos depois de ter desempenhado os mesmos cargos no PCP. Quanto aos "Ruis", Rui Rio era o presidente social-democrata do Município portuense, e Rui Sá o vereador comunista que lhe servia de "bengala", recebendo como contrapartida, entre outros cargos, a presidência dos Conselhos de Administração dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento.

28 de fevereiro de 2014

O Zé, a Maria Lusa e o Político


A realidade que serviu de inspiração para esta tira foi o congresso do CDS-PP de 2005, no rescaldo das eleições legislativas que já várias vezes foram aqui referidas. Ora, esse congresso teve um desenvolvimento inesperado: com Paulo Portas de malas aviadas para a sua breve estadia nos Estados Unidos, estava tudo mais ou menos preparado, entre o trio Portas, Nobre Guedes e Telmo Correia (o trio que protagoniza esta tira), para que este último fosse o seu sucessor; no entanto, para surpresa geral, quem se impôs à última hora foi Ribeiro e Castro, que assim estragou os planos já traçados.

26 de fevereiro de 2014

O Zé, a Maria Lusa e o Político

Mais uma tira de ZML para os "extras", pois é datada de 2003. Aqui se recorda o voluntarismo de Durão Barroso em relação à iminente guerra do Iraque, e a sua argumentação em francês arrevesado. A propósito, alguém se lembra ainda do que ele respondeu quando, na TV, lhe perguntaram se, de facto, existiam armas químicas que justificassem o ataque ao Iraque? Eu lembro-me; ele respondeu assim: "Eu vi as provas." O que significa que mentiu deliberadamente, ou que Bush e comparsas o enganaram por imbecil.

22 de fevereiro de 2014

O Zé, a Maria Lusa e o Político


 
No momento que decorre mais um congresso do PSD, recordamos uma tira que remete para um outro congresso, em 2005, onde Santana Lopes deixou outra das suas frases lapidares: "não mais abandonar mandatos a meio". Daí o seu regresso fugaz à Câmara Municipal de Lisboa, que já tinha sido tema de outra tira, da série Jardim de Bananas.

21 de fevereiro de 2014

D. Bibas, o bobo do corte



A derrota dos partidos do governo PSD-CDS nas eleições legislativas de 2005 promoveu uma rápida substituição das respectivas lideranças. O que sucedeu no CDS-PP foi tema da anterior tira do D. Bibas; no caso do PSD (a matéria da presente tira) deu-se a ascensão de Marques Mendes, que na própria noite de eleições tinha vincado que era preciso "mudar de vida". Porém, mais facilmente foi ele próprio mudado, pois esteve apenas dois anos à frente do partido, sem deixar grandes marcas. De baixa estatura física, combustível para alguma zombaria, dessa época recordam-se os debates parlamentares, onde o então primeiro-ministro, reconhecido cinturão-negro do palavreado, lhe ganhava facilmente todos os combates.

19 de fevereiro de 2014

A «democracia» tutelada



Apesar de publicado em 2005, no 30 de Fevereiro, a propósito de factos ocorridos na época, vou etiquetar este "cartoon" nos "extras", pois está datado de 1999. Também não é por acaso que faz parte do livro 'TamosTramados, porque, como se pode comprovar, há coisas que nunca mudam. Em Portugal, os governos só exercem o poder pelo mínimo denominador comum, porque houve sempre um conselho, um tribunal, um procurador, um presidente, um sindicato, um grupo de pressão, uma providência cautelar, um burocrata estrangeiro, e todo o filho-de-mãe mais o cão que o acompanha, para fazer valer a sua justiça - com a particularidade de praticamente todos eles jamais terem ido a votos. É bem certo que, como diz o ditado, "massa onde todos metem a mão não dá bom pão".

11 de fevereiro de 2014

Jardim de Bananas


Em finais de Março de 2005 a Vicaima, uma indústria de madeiras de Vale de Cambra, esteve envolvida numa polémica com a Greenpeace, que acusava a empresa de utilizar madeira proveniente do abate ilegal de árvores na Amazónia Os activistas bloquearam a entrada da fábrica, acorrentando-se ao portão, o que despoletou uma confusão e desacatos, com agressões físicas entre administradores, manifestantes e um repórter de imagem de uma televisão. A cena está disponível no YouTube - parece um filme do Steven Seagal, mas com palavrões.
A última tira do Jardim de Bananas publicada no 30 de Fevereiro, fazia referência ao comportamento do tal administrador, e, quanto a mim, ele saiu favorecido no retrato...

4 de fevereiro de 2014

D. Bibas, o bobo do corte


Depois das legislativas de 2005, o então ex-ministro da Defesa, do Mar e de Outras Coisas num Título Muito Comprido que Também o Apanhou de Surpresa, Paulo Portas, anunciou a sua retirada de cena, e a consequente saída para o estrangeiro (Estados Unidos no seu caso particular), para estudar... Um tipo de decisão que viria a fazer escola. Quanto ao bobo, dava ouvidos à boataria mal-intencionada e extrapolava os futuros possíveis para um obscuro político caído em desgraça...

25 de janeiro de 2014

Jardim de Bananas


Como consequência da derrota nas legislativas de 2005, Santana Lopes regressou, por um breve período, à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, que deixara entregue ao seu "vice" aquando da indigitação para primeiro-ministro. Figura habitual do chamado jet-set lisboeta e das revistas "cor-de-rosa", esta tira jogava igualmente com o seu provável regresso à Kapital, então uma das discotecas da moda na noite alfacinha e lugar de pouso da referida fauna.

20 de janeiro de 2014

O Zé, a Maria Lusa e o Político


Ainda sobre o tema dos nitrofuranos, abordado na entrada anterior, existe esta tira datada de 2003, que não chegou a ser publicada no 30 de Fevereiro. Com a carne proveniente dos aviários sob suspeita, cada um tirava as suas conclusões...

18 de janeiro de 2014

Jardim de Bananas



Esta tira, posteriormente redesenhada para o livro 'Tamos Tramados, tem a sua origem num caso de 2003: a detecção do uso de nitrofuranos - um anti-bacteriano com potencial cancerígeno - em galináceos provenientes de dezenas de explorações, as quais representavam uma percentagem considerável do mercado. Isto abalou, por algum tempo, a confiança dos consumidores na segurança alimentar. Em 2005 o caso ainda mexia, nos tribunais, devido aos prejuízos que afectaram todo o sector, desde as rações aos avicultores e às churrascarias.

16 de janeiro de 2014

Gajo Borbulha


Em 1981, Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln publicaram uma investigação histórica, "O Santo Graal e a Linhagem Sagrada", que, à época, passou praticamente despercebida. 22 anos depois, Dan Brown pegou nos dados da investigação e construiu à volta deles uma novela com o sucesso que se sabe, arrastando consigo uma polémica de dimensão proporcional. Quando esta tira surgiu, em meados de Março de 2005, o assunto ainda fazia correr muita tinta. A deturpação jocosa "Código d'Avintes" foi utilizada por outras pessoas, mas foi no 30 de Fevereiro, pela boca do Falópio, que ela se ouviu pela primeira vez.

11 de janeiro de 2014

Zing & Putt


Datada de Agosto de 2001, esta página de banda desenhada é um saudável exercício de irreverência e absurdo. Os protagonistas são Jiang Zemin e Vladimir Putin, respectivamente presidentes da China e da Rússia à data do desenho. A página nunca foi publicada no 30 de Fevereiro; quando o sítio foi lançado, Hu Jintao estava já à frente da China e foi impossível arranjar um pretexto minimamente credível para a apresentar.

10 de janeiro de 2014

Jardim de Bananas


A presente tira refere-se aos tempos finais do papado de João Paulo II, quando o sumo-sacerdote decidiu fazer um espectáculo público da sua galopante decrepitude. Enquanto por trás das cortinas o Vaticano e a Igreja se questionavam se devia ou não o papa resignar, ele manteve-se teimosamente no seu trono até que a morte o levou.

8 de janeiro de 2014

O Zé, a Maria Lusa e o Político



Quando era primeiro-ministro, José Sócrates cunhou a expressão "campanhas negras" para as constantes notícias veiculadas pela comunicação social, que punham em questão não só determinados actos e decisões que lhe eram atribuídos, como até aspectos do seu carácter. A primeira "campanha negra" começou seguramente na notícia que inspirou esta tira, publicada precisamente no dia em que foi indigitado pelo presidente da república. Quase nove anos passados, José Sócrates dedica-se agora activamente ao "branqueamento", em sessão semanal na televisão pública, paga com o dinheiro dos contribuintes...

4 de janeiro de 2014

D. Bibas, o bobo do corte



Cronologicamente, esta é provavelmente a primeira tira do D. Bibas, no seu formato definitivo. Datada de 2003, refere-se à polémica decisão de Morais Sarmento, o ministro que então tutelava a RTP, de acabar com o magazine diário "Acontece", apresentado pelo jornalista Carlos Pinto Coelho. Esse curto noticiário cultural foi emitido de 1995 a 2003, e quando Morais Sarmento decidiu terminá-lo era já o mais antigo da Europa no seu género. Morais Sarmento - representada aqui também a sua fama pelo consumo de certas especiarias - considerou gastar-se demasiado dinheiro com a produção do programa, tendo declarado que era "mais compensador oferecer uma volta ao Mundo a cada espectador". A tira não chegou a ser publicada no 30 de Fevereiro pois os factos a que aludia já estavam ultrapassados na altura em que o sítio foi lançado.

3 de janeiro de 2014

Jardim de Bananas




O Jardim de Bananas é uma série de tiras com assuntos diversificados, sem heróis, inspirados nas notícias quotidianas. As seis tiras publicadas no 30 de Fevereiro, surgiram entre Fevereiro e Abril de 2005, mas é possível que estas duas tenham data anterior a Fevereiro.
A primeira remete para o caso de uma delegada de saúde que não quis apressar a refeição, enquanto um cadáver ficou duas horas à sua espera, na via pública, tapado com um lençol, aguardando a remoção. Quanto à segunda, refere-se a um dos frequentes desaguisados entre pescadores do país vizinho e as nossas autoridades marítimas; esta é, numa nova versão, redesenhada, a página inicial do livro 'Tamos Tramados, editado pelo Mário Teixeira em 2013.

2 de janeiro de 2014

Gajo Borbulha



A frase-chave desta tira, "a aplicação do princípio do contraditório", foi retirada da disputa televisiva que levou ao afastamento de Marcelo Rebelo de Sousa do comentário dominical na TVI, em 2005. As suas tiradas provocaram um grande incómodo no governo de Santana Lopes, e um dos ministros, Rui Gomes da Silva, veio a terreiro defender a tese absurda de que qualquer comentário televisivo devia ser feito a duas vozes, pelo menos, (sendo uma delas favorável ao governo, supõe-se), para aplicação do tal "princípio"...

31 de dezembro de 2013

D. Bibas, o bobo do corte


A segunda tira do D. Bibas, foi desenhada no rescaldo das Legislativas de 2005. A coligação PSD-CDS, então no governo, sofreu uma derrota estrondosa nas urnas que abriu caminho à primeira maioria absoluta do PS. Como é da praxe acontecer nestas ocasiões, os derrotados abandonam o campo de batalha e chegam-se à frente os reservistas; e assim se abriu o processo de sucessão para a liderança dos partidos que tinham formado o governo.
D. Bibas, que não era menos que os outros, tentou a sua sorte...

30 de dezembro de 2013

D. Bibas, o bobo do corte



Inspirado num personagem histórico - D. Bibas, bobo da corte do conde D. Henrique, em finais do século XI - este homónimo, criado pelo Mário Teixeira por volta de 1990, teve uma existência errática nos seus primeiros anos. Foi publicado, pelo menos uma vez, até 1995, no Jornal da Marinha Grande. Contudo só em 2005, e no formato de tira, D. Bibas passou a dedicar-se ao "corte" com a regularidade devida, no 30 de Fevereiro. Produzido em Corel Draw, dos originais das suas 18 histórias, praticamente nada sobreviveu ao "naufrágio" de um disco duro...
Esta primeira tira respeita à campanha para as Legislativas de 2005, quando o Santana Lopes primeiro-ministro fez um apelo ao voto através de um folheto distribuído por todas as caixas do correio.