Com uma crítica mordaz à programação
da RTP, paga com o dinheiro dos contribuintes, publicava-se a última
das 18 histórias e concluía-se o ciclo dedicado a D. Bibas no 30 de
Fevereiro (que apenas falhou a primeira tira, recorde-se). Aqui fica,
agora, reposta a totalidade das tiras dedicadas a este personagem.
Tudo quanto há a saber sobre D. Bibas, o bobo do corte, está aqui.
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12 de junho de 2014
26 de maio de 2014
D. Bibas, o bobo do corte
O comentário de D. Bibas ao referendo do aborto foi, simultaneamente, a penúltima tira publicada dedicada a este personagem.
25 de maio de 2014
19 de maio de 2014
D. Bibas, o bobo do corte
O referendo ao aborto e a execução
sumária de Saddam Hussein, dois assuntos aparentemente distantes
que, em Janeiro de 2007, centravam as atenções, estavam de algum
modo ligados entre si. D. Bibas, nesta tira/cartoon explicava
porquê...
15 de maio de 2014
D. Bibas, o bobo do corte
Não sendo muito vulgar, Baltasar, é
um nome que ciclicamente ocupa as parangonas dos jornais e os tais 15
minutos de fama das televisões. Nos dias que correm há um que leva
quase um mês a monte, com a GNR no encalço. Na época da publicação
destas tiras do D. Bibas, um outro Baltasar disputava o encargo de
uma criança a um sargento da dita GNR, devido a uma situação dúbia
que os tribunais deixaram arrastar. Como resultado, a criança era
litigada como uma propriedade ou um objecto. À parte os dramas
pessoais, a cena era verdadeiramente caricata - tal como a que
decorre por estes dias.
8 de abril de 2014
D. Bibas, o bobo do corte
Antes de se tornar dirigente
desportivo, com um ar que não destoaria na série "The
Sopranos", Rui Costa foi um dos mais bem-sucedidos futebolistas
portugueses. Num dia do Outono de 2006, quando o jogador ainda pisava
os relvados, os três diários desportivos resolveram fazer uma
manchete que pouco tinha a ver com a prática do desporto,
propriamente dito - o que acontece frequentes vezes, porque ter de
arranjar notícias todos os dias não deve ser nada fácil...
6 de abril de 2014
D. Bibas, o bobo do corte
As frases que se podem ler nos
primeiros três quadrados desta tira, faziam parte de uma campanha
anti-racista que à época passou nos meios de comunicação. Julgo
que esta era a campanha "Todos diferentes, todos iguais",
que em pouco tempo deu origem à irónica frase "todos
diferentes, todos a roubar" - e isto sem qualquer conotação
racista, o problema era (e ainda é...) generalizado.
1 de abril de 2014
D. Bibas, o bobo do corte
O "fatídico" dia 6 de Junho
de 2006, que alinhava três 6 de mau agouro, passou despercebido, à
excepção de algum jornalismo com falta de notícias. Mas até essa
pecha era por esses dias facilmente remediada, com os inevitáveis
directos para "encher chouriços", à porta do hotel onde a
selecção nacional de futebol fazia o seu estágio, nas vésperas do
Alemanha 2006. A propósito: mais umas semanas e vamos levar com
outra dose...
31 de março de 2014
D. Bibas, o bobo do corte
Filmes como "Rapariga com Brinco
de Pérola", "Lost in Translation" ou "A Ilha"
projectaram Scarlett Johansson para a fama no nosso país, dando-lhe
simultaneamente o estatuto de "sex-symbol". Subitamente o
seu nome ouvia-se em todo o lado - geralmente mal pronunciado, e isso
deu tema para esta tira dupla de D. Bibas.
27 de março de 2014
D. Bibas, o bobo do corte
Tendo como tema as presidenciais de 2006, este cabeçalho comentado por D. Bibas é o resultado da
inclinação do espectro partidário português à esquerda: a
direita quase não existe como tal, ou diz-se do centro, os liberais
dizem-se social-democratas, os social-democratas intitulam-se
socialistas (e convém não esquecer que todos juntos valem 85 a 90
por cento do eleitorado). Só assim é possível entender as
declarações de Maria Helena da Bernarda acerca de Cavaco Silva como
um candidato de esquerda - depende do ponto de vista. Mas não deixa
de soar estranho...
24 de março de 2014
D. Bibas, o bobo do corte
O Mário Teixeira tem uma ligação
especial ao Canadá, e as notícias relacionadas com esse país
serviram-lhe também de inspiração, como se pode comprovar nesta
tira. Em 2005, a meio da nossa "década perdida", notícias
como a citada - onde o governo canadiano se propunha devolver parte
do excedente orçamental aos contribuintes - pareciam aos nossos
olhos como se fossem de outro mundo.
19 de março de 2014
D. Bibas, o bobo do corte
No Verão de 2005, com a escassez de notícias, as televisões criaram o caso do "arrastão", na praia de Carcavelos, nos arredores de Lisboa. O caso conta-se em poucas palavras: uma série de roubos, praticados em bando, deu origem à intervenção da polícia e foi transformado, nos noticiários da noite, num "arrastão" à brasileira. D. Bibas refere-se aqui à hipersensibilidade do BE relativamente às referências étnicas em questão - ao que parece, os ladrões seriam de raça africana. Aliás, como toda a gente sabe, o Bloco tem uma predilecção por minorias; ou antes, determinadas minorias, pois até há quem diga que a mascote favorita do Bloco seria um indivíduo negro, homossexual e estrangeiro...
12 de março de 2014
D. Bibas, o bobo do corte
D. Bibas especula nesta tira sobre as "ligações perigosas" entre o PCP e o PSD, numa altura em que parecia haver um acordo tácito contra a governação PS. Embora os factos referidos sejam auto-explicativos, mesmo assim vou fornecer o contexto, dado que para além do evidente há outras alusões eventualmente obscurecidas pela passagem do tempo.
O sindicato afecto ao PCP é a Fenprof, que vai proporcionando ao partido, através da gritaria e das greves cirúrgicas, as vitórias que, em 40 anos de regime, jamais obteve nas urnas. Quanto a Zita Seabra é uma senhora que nos dias de hoje dirige uma respeitável editora, mas já foi deputada e dirigente do PSD, anos depois de ter desempenhado os mesmos cargos no PCP. Quanto aos "Ruis", Rui Rio era o presidente social-democrata do Município portuense, e Rui Sá o vereador comunista que lhe servia de "bengala", recebendo como contrapartida, entre outros cargos, a presidência dos Conselhos de Administração dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento.
21 de fevereiro de 2014
D. Bibas, o bobo do corte
A derrota dos partidos do governo PSD-CDS nas eleições legislativas de 2005 promoveu uma rápida substituição das respectivas lideranças. O que sucedeu no CDS-PP foi tema da anterior tira do D. Bibas; no caso do PSD (a matéria da presente tira) deu-se a ascensão de Marques Mendes, que na própria noite de eleições tinha vincado que era preciso "mudar de vida". Porém, mais facilmente foi ele próprio mudado, pois esteve apenas dois anos à frente do partido, sem deixar grandes marcas. De baixa estatura física, combustível para alguma zombaria, dessa época recordam-se os debates parlamentares, onde o então primeiro-ministro, reconhecido cinturão-negro do palavreado, lhe ganhava facilmente todos os combates.
4 de fevereiro de 2014
D. Bibas, o bobo do corte
Depois das legislativas de 2005, o então ex-ministro da Defesa, do Mar e de Outras Coisas num Título Muito Comprido que Também o Apanhou de Surpresa, Paulo Portas, anunciou a sua retirada de cena, e a consequente saída para o estrangeiro (Estados Unidos no seu caso particular), para estudar... Um tipo de decisão que viria a fazer escola. Quanto ao bobo, dava ouvidos à boataria mal-intencionada e extrapolava os futuros possíveis para um obscuro político caído em desgraça...
4 de janeiro de 2014
D. Bibas, o bobo do corte
Cronologicamente, esta é provavelmente a primeira tira do D. Bibas, no seu formato definitivo. Datada de 2003, refere-se à polémica decisão de Morais Sarmento, o ministro que então tutelava a RTP, de acabar com o magazine diário "Acontece", apresentado pelo jornalista Carlos Pinto Coelho. Esse curto noticiário cultural foi emitido de 1995 a 2003, e quando Morais Sarmento decidiu terminá-lo era já o mais antigo da Europa no seu género. Morais Sarmento - representada aqui também a sua fama pelo consumo de certas especiarias - considerou gastar-se demasiado dinheiro com a produção do programa, tendo declarado que era "mais compensador oferecer uma volta ao Mundo a cada espectador". A tira não chegou a ser publicada no 30 de Fevereiro pois os factos a que aludia já estavam ultrapassados na altura em que o sítio foi lançado.
31 de dezembro de 2013
D. Bibas, o bobo do corte
A segunda tira do D. Bibas, foi desenhada no rescaldo das Legislativas de 2005. A coligação PSD-CDS, então no governo, sofreu uma derrota estrondosa nas urnas que abriu caminho à primeira maioria absoluta do PS. Como é da praxe acontecer nestas ocasiões, os derrotados abandonam o campo de batalha e chegam-se à frente os reservistas; e assim se abriu o processo de sucessão para a liderança dos partidos que tinham formado o governo.
D. Bibas, que não era menos que os outros, tentou a sua sorte...
30 de dezembro de 2013
D. Bibas, o bobo do corte
Inspirado num personagem histórico - D. Bibas, bobo da corte do conde D. Henrique, em finais do século XI - este homónimo, criado pelo Mário Teixeira por volta de 1990, teve uma existência errática nos seus primeiros anos. Foi publicado, pelo menos uma vez, até 1995, no Jornal da Marinha Grande. Contudo só em 2005, e no formato de tira, D. Bibas passou a dedicar-se ao "corte" com a regularidade devida, no 30 de Fevereiro. Produzido em Corel Draw, dos originais das suas 18 histórias, praticamente nada sobreviveu ao "naufrágio" de um disco duro...
Esta primeira tira respeita à campanha para as Legislativas de 2005, quando o Santana Lopes primeiro-ministro fez um apelo ao voto através de um folheto distribuído por todas as caixas do correio.
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