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22 de julho de 2014

O Centro de Imigração da Madeira

O segundo dos três "cartoons" desta série dedicada à Madeira, repetia uma frase atribuída a Alberto João Jardim, relativamente à preferência por certo tipo de continentais (ou "cubanos", no jargão local) que não queria ter por perto. No entanto, este improvisado "Centro de Imigração da Madeira" não parecia ser tão criterioso com outros grupos que por lá se iam instalando...

14 de julho de 2014

Independência para a Madeira


Este "cartoon" foi publicado no 30 de Fevereiro em 2009, mas creio que está datado do ano anterior. Pertence a uma série de caricaturas de Alberto João Jardim, acompanhado de outras personagens e figurantes relacionados com a Madeira; algumas foram publicadas no jornal «Garajau» mas só três chegaram ao 30 de Fevereiro.
Esta em particular satiriza o espantalho da independência, levantado por Jardim quando lhe convém (normalmente quando está com falta de dinheiro) e que já ninguém leva a sério. O boneco com o relógio ao pescoço representa José Manuel Coelho, então deputado do PND regional, num dos seus números habituais, recorrendo aos estratagemas que lhe garantiam aparição certa no telejornal das oito.

9 de julho de 2014

Camisinhas de forças


Joseph Ratzinger, apesar de ser reconhecido como um dos maiores pensadores do cristianismo católico das últimas décadas, autor de vasta obra filosófico-religiosa, e elemento determinante na condução do Vaticano desde muito antes de ter sido nomeado papa, nunca recebeu o favor popular nem, muito menos, o dos meios de comunicação. O seu modo reservado, toda aquela racionalidade alemã, contrastavam com o estilo "popularucho" do seu antecessor, e, embora dizendo basicamente as mesmas coisas que a Igreja sempre disse, ninguém lhe regateava uma boa polémica.
Na primeira viagem ao continente africano, em 2009, que incluiu os Camarões e Angola, Bento XVI disse aos jornalistas: «Eu digo que não se pode superar o problema da SIDA em África só com dinheiro, embora necessário. Se não há vontade, se os africanos não ajudarem, não podemos resolvê-lo através da distribuição de preservativos. Em vez disso, eles aumentam o problema.»
Ora, isto é uma variação do discurso da Igreja sobre o uso do preservativo tal como ele existe desde... bem, desde que se inventaram os preservativos, suponho. Mas, mesmo assim, estalou a polémica.
Elementos do clero já afirmaram várias vezes entender o uso do preservativo como "um mal menor" - tal como se consegue ler nas entrelinhas da declaração acima citada. Quem julga que um dia a Igreja há-de recomendar o uso do preservativo como uma coisa "positiva", ainda não entendeu minimamente os valores a a ideologia em que se baseiam o catolicismo.

5 de julho de 2014

Granada


Este desenho foi censurado pela comissão organizadora de um festival de "cartoons" em Granada, Espanha, que, segundo rumores, era patrocinado por padres. No entanto o "Ayuntamento" nomeou os autores, e o Mário não foi esquecido, Embaixadores Culturais do Município de Granada, com a atribuição do respectivo "diploma"... Também este "cartoon" foi redesenhado para o livro 'Tamos Tramados.

30 de junho de 2014

A Crise Financeira

Publicado em simultâneo com o anterior, e sobre o mesmo tema. Em finais de 2008 começava a haver a verdadeira percepção do problema; a operação destinada a salvar os bancos, à custa do dinheiro público, envolveu fundos superiores a 20% do PIB mundial; se travou o colapso dos mercados financeiros, não impediu o alastramento da crise à restante economia, que viria a desembocar na crise das dívidas soberanas europeias, cujos resultados tão bem pudemos (e continuamos a) saborear.

29 de junho de 2014

A Crise Financeira

O crise financeira iniciada em 2006, rolando como uma bola de neve, revelou-se em toda a sua magnitude em 2008, com os episódios Fannie Mae, Freddie Mac, Lehman Brothers, Merrill Lynch e AIG, só para citar os mais notórios. Gigantes financeiros actuando num sistema altamente desregulado, vítimas da sua própria gestão, foram salvos à última da hora com recurso a fundos estatais (ou seja, o dinheiro dos contribuintes), por se temer o risco sistémico que a cascata de falências evidenciava.

27 de junho de 2014

Game Over


No antigo 30 de Fevereiro publicaram-se alguns "cartoons" sobre futebol, a maior parte dos quais não se reproduzirá neste novo espaço, pela simples razão que, se há "cartoons" que envelhecem depressa e mal, são precisamente os relativos ao futebol; volvidas umas semanas ninguém consegue entender patavina.
Este, desenhado por mim, reporta-se ao Campeonato Europeu de Sub-21, organizado em Portugal em 2006. Eu próprio, da frase que acabei de escrever, só me recordava que tinha sido um campeonato de sub-21; quando e onde, tive que consultar a informação. Agora, estou em condições de acrescentar que a selecção nacional perdeu o primeiro encontro com a França por 1-0, o segundo com a Sérvia e Montenegro por 2-0, e ganhou o último à Alemanha por 1-0, ficando-se assim pela fase de grupos. O "score" refere-se pois a golos marcados e sofridos.
Sendo assim, a partir do ficheiro original, resolvi fazer uma adaptação para a recente campanha da selecção nacional no Campeonato do Mundo do Brasil. Agora, descubram vocês as diferenças...
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21 de junho de 2014

O Papa que calçava Prada

Por ocasião da viagem apostólica de Bento XVI a França, onde foi recebido pelo presidente Nicolas Sarkozy e sua mulher Carla Bruni, muito se falou sobre o gosto de Ratzinger pela luxuosa marca italiana... Um ano depois, o L'Osservatore Romano desmentia a história, considerando-a "frívola", e explicou que os "extravagantes" sapatos e chapéus usados pelo pontífice não eram sinal de vaidade mas o assumir da tradição, sem, contudo, revelar o fabricante dos controversos sapatos. Por fim, a Reuters descobriu a proveniência dos sapatos vermelhos, fabricados artesanalmente por um sapateiro peruano há 20 anos emigrado na Itália, Antonio Arellano de seu nome, possuidor de uma loja próximo da Praça S. Pedro, e que há muito tempo contava o então cardeal Ratzinger entre os seus clientes.

9 de junho de 2014

Tóne Chopinho

Sétimo e último "cartoon" do Tóne Chopinho publicado no 30 de Fevereiro. A explicação da personagem encontra-se aqui. Quanto à Floribela (mais propriamente Floribella) era o nome de uma telenovela infantil exibida pela SIC à data do desenho, protagonizada por Luciana Abreu (e daí a referência oblíqua aqui contida...)

5 de junho de 2014

Tóne Chopinho

Mais uma das patetices do Tóne Chopinho, que aqui subscreve um obscuro mito urbano - muito do Tóne Chopinho é baseado em factos reais, é bom não esquecer. É verdade que por cá já se vendeu gasolina com água, mas foi por acidente, e isso lucrou mais aos advogados e às oficinas do que às gasolineiras.

23 de maio de 2014

Quem sabe, sabe...


Este desenho data de 2005, e relacionava-se com o caso Portucale, que envolvia altos dirigentes do CDS/PP e o banco BES, na aprovação de um empreendimento turístico, que levou ao abate de milhares de sobreiros, durante os últimos dias em que o governo estava em funções. O cartoon representava a imagem típica dos centristas de então, com as suas fatiotas às risquinhas, enquanto o diálogo remetia para o anúncio televisivo do BES, com Maria João Bastos, no qual se promovia o crédito à habitação. Exposto o produto, os personagens diziam: «Já falaste com o teu banco?» «Não, falei com o teu!» Depois, o anúncio terminava com a frase «Quem sabe, sabe. E quem sabe vai ao BES» (cito de memória). Mostro também o desenho preparativo.
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8 de maio de 2014

Onde é que está a crise?

Salvo aqueles que perderam o emprego, querem trabalhar e não encontram onde - e há muitos - ainda sobra muita gente disposta a gastar 700 ou mais euros para ir a Turim ver um jogo da bola. Isto não está tão mau como nos querem fazer crer...

3 de maio de 2014

Tóne Chopinho


Quarto "cartoon" do Tóne Chopinho, datado de 2006, dos sete que foram publicados no 30 de Fevereiro.

28 de abril de 2014

Tóne Chopinho

A partir de determinada altura, os portugueses descobriram a duvidosa apetência para quebrar alguns dos recordes do livrinho magicado pela cervejeira irlandesa - com as televisões sempre à espreita. Na verdade, o tema tornou-se enjoativo...

14 de abril de 2014

Tóne Chopinho


Segundo "cartoon" do Tóne Chopinho, datado de Outubro de 2006, dos sete que foram publicados no 30 de Fevereiro.

10 de abril de 2014

Anda, Pacheco!


Já não me recordo das circunstâncias exactas que me levaram a fazer este desenho, datado de Fevereiro de 2006 - provavelmente uma das lérias do Pacheco Pereira. Pacheco Pereira é outro dos ex-maoistas que foram parar ao PSD, e ninguém percebe hoje porque ainda se mantém no partido, a menos que pretenda bater o recorde do franco-atirador há mais tempo em actividade.
A frase "Anda, Pacheco!" foi celebrizada pela fadista Hermínia Silva, também aqui caricaturada juntamente com o António Chainho, um dos mais conceituados guitarristas do género.
Por curiosidade, mostro também os vários passos que levaram ao desenho final.
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4 de abril de 2014

Tóne Chopinho


Esta personagem criada pelo Mário Teixeira fez a sua aparição em 2006 no velho 30 de Fevereiro, onde foram publicados sete "cartoons". Os "gags" são de um único desenho, inspirados normalmente em cenas da vida real - frases perdidas, ou nem tanto, que o autor captou em seu redor - porque é bem sabido que muitas vezes a realidade ultrapassa a ficção.
O Tóne Chopinho incarna o que de pior existe no português: a ignorância arrogante, a imbecilidade, o conformismo. Neste desenho em particular, Tóne Chopinho congratula-se com o quarto lugar então alcançado pela selecção portuguesa no mundial de futebol da Alemanha, num fraseado de perdedor resignado.
Estes "cartoons" foram entretanto redesenhados, num estilo radicalmente diferente e sem cor, estando prevista a sua publicação numa espécie de apêndice ao livro do Gajo Borbulha, fazendo a ligação através do Falópio, de quem Tóne Chopinho é amigo.

14 de março de 2014

Professores avaliados



Cerca de dois anos depois do "cartoon" mostrado ontem, a avaliar pelo teor deste "cartoon", ter-se-á chegado a um aparente consenso sobre a avaliação, depois da demissão de Maria de Lurdes Rodrigues, é claro. Um consenso que durou até à greve seguinte, já ninguém se lembra qual...
Há que reconhecer o valor de Mário Nogueira. Sindicalista profissional desde 1991, também tem sido "avaliado" (da maneira que sempre defendeu) e progredido na carreira como professor - isto sem dar uma única aula há décadas, recorde-se! (ler aqui). Entretanto deve ter conhecido mais de uma dúzia de ministros da educação, que triturou um após o outro. Basta lembrar a forma como tem ganho todos os "rounds" a Nuno Crato - por KO, pois acaba sempre por ceder tudo e em toda a linha -, cuja inépcia e amadorismo embatem de tal modo na couraçada eficácia da Fenprof que até mete dó.
Mário Nogueira, que não brinca em serviço, é, de facto e há muito, o verdadeiro ministro da Educação. E fez saber, por estes dias, que voltará a dar aulas num futuro próximo. Pobres dos alunos...

13 de março de 2014

Professores indignados



A Fenprof, referida na entrada anterior, dá o pretexto para este "cartoon". Num país onde bastava a um funcionário público deixar correr o tempo para progredir na carreira - independentemente do esforço ou do mérito, apenas era necessário não fazer asneira da grossa - a ideia de avaliação foi, como era de esperar, rejeitada. Diga-se, em abono da verdade, que as tímidas tentativas reformistas do governo PS só surgiram perante a pressão da incomportável despesa pública, mas custaram o lugar a vários ministros. Correia de Campos, ministro da Saúde, engrossou a longa lista dos que puseram médicos e enfermeiros (e populações, já agora) em polvorosa; Maria de Lurdes Rodrigues, na Educação, enfrentou a "besta negra" da Fenprof e, obviamente, perdeu.
À primeira vista - e o "cartoon" partilha dessa perspectiva - parecia que toda a oposição se tinha unido contra as medidas do governo para o sector; na verdade era uma questão corporativa, transversal e exterior aos partidos, como se veio a evidenciar mais tarde, se ainda dúvidas subsistiam. No 30 de Fevereiro, o "cartoon" provocou reacções na página de comentários, apesar de não ser propriamente contra os professores, mas contra um determinado tipo de mentalidade.