A presente tira refere-se aos tempos finais do papado de João Paulo II, quando o sumo-sacerdote decidiu fazer um espectáculo público da sua galopante decrepitude. Enquanto por trás das cortinas o Vaticano e a Igreja se questionavam se devia ou não o papa resignar, ele manteve-se teimosamente no seu trono até que a morte o levou.
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10 de janeiro de 2014
8 de janeiro de 2014
O Zé, a Maria Lusa e o Político
Quando era primeiro-ministro, José Sócrates cunhou a expressão "campanhas negras" para as constantes notícias veiculadas pela comunicação social, que punham em questão não só determinados actos e decisões que lhe eram atribuídos, como até aspectos do seu carácter. A primeira "campanha negra" começou seguramente na notícia que inspirou esta tira, publicada precisamente no dia em que foi indigitado pelo presidente da república. Quase nove anos passados, José Sócrates dedica-se agora activamente ao "branqueamento", em sessão semanal na televisão pública, paga com o dinheiro dos contribuintes...
6 de janeiro de 2014
O Senhor Procurador
José Souto Moura foi Procurador Geral da República entre 2000 e 2006 e o seu mandato não correu nada bem. Dos muitos processos mediáticos que lhe passaram pelas mãos, tudo quanto era segredo de justiça foi parar aos títulos dos jornais - não era um problema unicamente seu; já acontecia antes e continuou a acontecer depois da sua saída. Contudo, a sua inépcia em lidar com a comunicação social tornou-se lendária, e ele próprio contribuiu (involuntariamente) para o descrédito da justiça, alimentando rumores e insinuações. Este "cartoon" representa uma cena real decorrida durante o processo Casa Pia e, embora possa parecer inacreditável, o diálogo é a transcrição fiel do ocorrido...
3 de janeiro de 2014
Jardim de Bananas
O Jardim de Bananas é uma série de tiras com assuntos diversificados, sem heróis, inspirados nas notícias quotidianas. As seis tiras publicadas no 30 de Fevereiro, surgiram entre Fevereiro e Abril de 2005, mas é possível que estas duas tenham data anterior a Fevereiro.
A primeira remete para o caso de uma delegada de saúde que não quis apressar a refeição, enquanto um cadáver ficou duas horas à sua espera, na via pública, tapado com um lençol, aguardando a remoção. Quanto à segunda, refere-se a um dos frequentes desaguisados entre pescadores do país vizinho e as nossas autoridades marítimas; esta é, numa nova versão, redesenhada, a página inicial do livro 'Tamos Tramados, editado pelo Mário Teixeira em 2013.
2 de janeiro de 2014
Gajo Borbulha
A frase-chave desta tira, "a aplicação do princípio do contraditório", foi retirada da disputa televisiva que levou ao afastamento de Marcelo Rebelo de Sousa do comentário dominical na TVI, em 2005. As suas tiradas provocaram um grande incómodo no governo de Santana Lopes, e um dos ministros, Rui Gomes da Silva, veio a terreiro defender a tese absurda de que qualquer comentário televisivo devia ser feito a duas vozes, pelo menos, (sendo uma delas favorável ao governo, supõe-se), para aplicação do tal "princípio"...
31 de dezembro de 2013
D. Bibas, o bobo do corte
A segunda tira do D. Bibas, foi desenhada no rescaldo das Legislativas de 2005. A coligação PSD-CDS, então no governo, sofreu uma derrota estrondosa nas urnas que abriu caminho à primeira maioria absoluta do PS. Como é da praxe acontecer nestas ocasiões, os derrotados abandonam o campo de batalha e chegam-se à frente os reservistas; e assim se abriu o processo de sucessão para a liderança dos partidos que tinham formado o governo.
D. Bibas, que não era menos que os outros, tentou a sua sorte...
30 de dezembro de 2013
D. Bibas, o bobo do corte
Inspirado num personagem histórico - D. Bibas, bobo da corte do conde D. Henrique, em finais do século XI - este homónimo, criado pelo Mário Teixeira por volta de 1990, teve uma existência errática nos seus primeiros anos. Foi publicado, pelo menos uma vez, até 1995, no Jornal da Marinha Grande. Contudo só em 2005, e no formato de tira, D. Bibas passou a dedicar-se ao "corte" com a regularidade devida, no 30 de Fevereiro. Produzido em Corel Draw, dos originais das suas 18 histórias, praticamente nada sobreviveu ao "naufrágio" de um disco duro...
Esta primeira tira respeita à campanha para as Legislativas de 2005, quando o Santana Lopes primeiro-ministro fez um apelo ao voto através de um folheto distribuído por todas as caixas do correio.
26 de dezembro de 2013
Gajo Borbulha
Praticamente todas as tiras apresentadas no 30 de Fevereiro foram entretanto redesenhadas e melhoradas, estando projectada uma edição em livro.
23 de dezembro de 2013
O Zé, a Maria Lusa e o Político
A primeira colaboração do Mário Teixeira para o 30 de Fevereiro deu-se em inícios de 2005, com três tiras de BD - esta, e as duas iniciais do Gajo Borbulha, que publicarei a seguir.
A tira refere-se a Santana Lopes, então primeiro-ministro, que, acossado por todos os lados, mesmo pelos seus correligionários políticos, desabafou um dia - não recordo as palavras exactas, mas o sentido era mais ou menos este: o seu Governo era como um recém-nascido, numa incubadora, onde os irmãos mais velhos, em vez de protegê-lo, o vinham agredir (entenda-se: os "barões" do partido não só não o apoiavam como o criticavam abertamente). A metáfora passou ao anedotário nacional...
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