Desenhada em 2004, na altura em que Durão Barroso chefiava o governo, esta BD satirizava alguns dos chavões e tiques do executivo. Desde logo pelo título: a tal "luz ao fundo do túnel" tantas vezes anunciada mas que nunca existiu; depois o designado "discurso da tanga" - Vocês deixaram o país de tanga! - que teve como efeito imediato o "crash" bolsista e a retracção económica; e ainda (no último quadrado) a disparatada negação da evidência (Barroso), o absurdo negócio dos submarinos (Portas), e a voragem financeira de Manuela Ferreira Leite, unicamente preocupada em maquilhar o défice à custa de receitas extraordinárias. Tal como a outra BD já apresentada, também esta apareceu no 30 de Fevereiro em flash,e durante pouco tempo - pois a "luz ao fundo do túnel" só brilhou para Durão Barroso, que na primeira oportunidade fugiu para Bruxelas.
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26 de janeiro de 2014
A luz ao fundo do túnel
Desenhada em 2004, na altura em que Durão Barroso chefiava o governo, esta BD satirizava alguns dos chavões e tiques do executivo. Desde logo pelo título: a tal "luz ao fundo do túnel" tantas vezes anunciada mas que nunca existiu; depois o designado "discurso da tanga" - Vocês deixaram o país de tanga! - que teve como efeito imediato o "crash" bolsista e a retracção económica; e ainda (no último quadrado) a disparatada negação da evidência (Barroso), o absurdo negócio dos submarinos (Portas), e a voragem financeira de Manuela Ferreira Leite, unicamente preocupada em maquilhar o défice à custa de receitas extraordinárias. Tal como a outra BD já apresentada, também esta apareceu no 30 de Fevereiro em flash,e durante pouco tempo - pois a "luz ao fundo do túnel" só brilhou para Durão Barroso, que na primeira oportunidade fugiu para Bruxelas.
1 de janeiro de 2014
A Retoma
Durão Barroso: de estudante maoista do MRPP, envolvido numa história de roubo de mobiliário, até à presidência da Comissão Europeia, fica o percurso exemplar de um oportunista, de ambição desmedida, sempre pronto a saltar de carruagem desde que lhe pareça mais favorável em termos pessoais. Vencedor das eleições legislativas de 2002, esteve cerca de dois anos à frente do governo, cavalgando um decréscimo do PIB que não soube inverter, e arrastou a nação para uma guerra que não lhe dizia respeito.
Esta BD de 2004, satirizava a sua argumentação repetida e pouco imaginativa: a culpa pelo estado das coisas era a herança recebida, mas a retoma estava ao virar da esquina. E é óbvio que eu não esperava a reeleição de Durão em 2006 - o quadrado de 2007 só está aqui para enfatizar, porque na geometria da história deviam existir oito quadrados e não sete. O desenho, apresentado em flash, esteve pouco tempo em exibição porque o Durão, entretanto, arranjou um "tacho" melhor em Bruxelas.
22 de dezembro de 2013
Suástica e barras coloridas
Em 2004, George W. Bush andava entretido na Segunda Guerra do Golfo, e no 30 de Fevereiro havia basto material a inventariar as suas palhaçadas. Para ilustrá-las, concebi esta montagem que simbolizava as forças que o suportavam: do lado esquerdo o casal retratado na pintura "American Gothic", de Grant Wood, representando os campónios iletrados; do lado direito o Ku Klux Klan, símbolo da intolerância.
A imagem é minúscula (como muitas outras que por aqui vão aparecer) porque, nesses tempos pré-banda-larga, as imagens demoravam demasiado tempo a carregar - e tempo era, literalmente, dinheiro. O Softpress Freeway, que eu utilizava para construir o sítio, permitia inclusivamente subdividir uma imagem em fragmentos com diferentes compressões jpeg, conforme a zona da imagem contivesse mais ou menos informação, para poupar na quantidade de kbytes utilizados - e eu utilizei essa função para dividir esta "enorme" imagem numa meia-dúzia de secções. Mais tarde substituí-a por uma imagem global, generosamente comprimida para 33,8 KB...
21 de dezembro de 2013
Andar de automóvel é dar de comer a um milhão de políticos portugueses
A primeira imagem apresentada no 30 de Fevereiro foi esta espécie de cartaz retro, que desenhei num estilo Anos 30-40. Adaptei à situação uma antiga frase publicitária, bem conhecida: "Beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses" - uma promoção algo insólita da indústria vinhateira nacional.
Possuir um carro foi sempre extremamente penalizador, e já em 2004 os impostos estavam constantemente a subir. Parecia-nos mau (e era mau), mas ainda havia SCUTs, o litro de gasolina estava a 95 cêntimos, o gasóleo custava 70 cêntimos, o iva era de 19 %, e nem imaginávamos o que estava para vir... Esta nunca perdeu a actualidade - e nunca a perderá...
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