30 de Febreiro
17 de agosto de 2019
A diarreia legislativa
Todos os anos, no encerramento de mais uma sessão legislativa, lemos este tipo de notícias.
Que o PANdemia e o Bloco de Esterco sejam os partidos mais “produtivos” da Assembleia da República, devia levar-nos a uma reflexão no sentido inverso à que faz o jornal.
Esta diarreia de propostas dos pequenos partidos não é positiva e vai contra a proporcionalidade representativa do parlamento. Devia existir uma limitação desta actividade de acordo com o resultado obtido nas urnas, o que só favoreceria a qualidade em detrimento da quantidade.
Já existem leis a mais e devíamos estar a salvo destas “ideias brilhantes”, que lhes ocorrem cada vez que fumam drogas e que se apressam a garatujar num guardanapo usado.
24 de março de 2019
Informação ou deformação?
A propósito dos 100 anos da criação do movimento fascista em Itália, o JN resolveu encomendar a um dos seu tarefeiros uma peça de manipulação e deformação. Alfredo Maia, provavelmente um produto desses antros mal frequentados que passam por escolas de comunicação social, escrevinha alguns factos históricos previsivelmente adjectivados e depois passa a bola ao “historiador” Manuel Loff, que vai explicar aos leitores do JN o que foi o fascismo.
E assim, sem nunca terem lido uma linha escrita por Mussolini, tendo por base o que aprenderam na cartilha do “Avante”, fabricam uma imagem truncada e a preto-e-branco do fascismo, com a única preocupação de transmitir uma ideia falsa: “fascismo=direita aliada do capitalismo=opressores do povo”. Há 20 anos, o incauto leitor do JN comia e calava; hoje, é possível conhecer o contraditório.
Os nossos programas são definitivamente iguais às nossas ideias revolucionárias e elas pertencem ao que, no regime democrático, se chama “esquerda”; as nossas instituições são um resultado directo dos nossos programas e o nosso ideal é o Estado do Trabalho. Neste caso não pode haver dúvida: nós somos a classe trabalhadora numa luta de vida ou morte, contra o capitalismo. Somos os revolucionários em busca de de uma nova ordem.
Se isto é assim, invocar a ajuda da burguesia agitando o perigo vermelho é um absurdo. O autêntico espantalho, o verdadeiro perigo, a ameaça contra a qual se luta sem parar, vem da direita. Não nos interessa nada ter a burguesia capitalista como aliada contra a ameaça do perigo vermelho, porque no melhor dos casos esta seria uma aliada infiel, tratando de fazer com que nós sirvamos os seus fins, como já o fez mais de uma vez com certo êxito. Pouparei palavras porque é totalmente desnecessário. De facto, é prejudicial, porque nos faz confundir os autênticos revolucionários, de qualquer tonalidade, com o homem da reacção, que utiliza às vezes a mesma linguagem.
- Benito Mussolini, Milão, 22 de Abril de 1945
O fascismo não é uma táctica, a violência. É uma ideia, a unidade. Frente ao marxismo, que afirma como dogma a luta de classes, e frente ao liberalismo, que exige como mecânica a luta de partidos, o fascismo sustém que existe algo acima dos partidos e das classes, algo de natureza permanente, transcendente, suprema: a unidade histórica chamada Pátria.
- José Antonio Primo de Rivera
E sim, Antonio Gramsci foi executado. Ele e outros 25 condenados à morte durante a vigência do fascismo italiano; mas, por essa altura, os bolchevistas soviéticos contavam já com 13 milhões de mortos e não iam parar por aí.
E assim, sem nunca terem lido uma linha escrita por Mussolini, tendo por base o que aprenderam na cartilha do “Avante”, fabricam uma imagem truncada e a preto-e-branco do fascismo, com a única preocupação de transmitir uma ideia falsa: “fascismo=direita aliada do capitalismo=opressores do povo”. Há 20 anos, o incauto leitor do JN comia e calava; hoje, é possível conhecer o contraditório.
- Sobre a realização de grandes obras públicas, criação de novas indústrias, construção de auto-estradas, modernização ferroviária e drenagem de pântanos, que mudaram a face de Itália, nem uma palavra.
- Sobre o facto de em Itália se ter criado pela primeira vez um sistema de segurança social -- um sistema de ajuda em caso de acidentes no trabalho e prevenção de risco laboral; uma caixa nacional de previdência para atribuir pensões de invalidez, de maternidade e de doença; um sistema dedicado à assistência na doença dos funcionários públicos -- nem uma palavra.
- Das reformas empreendidas no campo financeiro, industrial e social, e a OIT (Organização Internacional do Trabalho) reconhecer em Itália o melhor sistema social do mundo, nessa época, nem uma palavra.
- Sobre a extinção da máfia siciliana (que recuperaria depois da guerra com a ajuda dos norte-americanos), nem uma palavra.
Os nossos programas são definitivamente iguais às nossas ideias revolucionárias e elas pertencem ao que, no regime democrático, se chama “esquerda”; as nossas instituições são um resultado directo dos nossos programas e o nosso ideal é o Estado do Trabalho. Neste caso não pode haver dúvida: nós somos a classe trabalhadora numa luta de vida ou morte, contra o capitalismo. Somos os revolucionários em busca de de uma nova ordem.
Se isto é assim, invocar a ajuda da burguesia agitando o perigo vermelho é um absurdo. O autêntico espantalho, o verdadeiro perigo, a ameaça contra a qual se luta sem parar, vem da direita. Não nos interessa nada ter a burguesia capitalista como aliada contra a ameaça do perigo vermelho, porque no melhor dos casos esta seria uma aliada infiel, tratando de fazer com que nós sirvamos os seus fins, como já o fez mais de uma vez com certo êxito. Pouparei palavras porque é totalmente desnecessário. De facto, é prejudicial, porque nos faz confundir os autênticos revolucionários, de qualquer tonalidade, com o homem da reacção, que utiliza às vezes a mesma linguagem.
- Benito Mussolini, Milão, 22 de Abril de 1945
O fascismo não é uma táctica, a violência. É uma ideia, a unidade. Frente ao marxismo, que afirma como dogma a luta de classes, e frente ao liberalismo, que exige como mecânica a luta de partidos, o fascismo sustém que existe algo acima dos partidos e das classes, algo de natureza permanente, transcendente, suprema: a unidade histórica chamada Pátria.
- José Antonio Primo de Rivera
E sim, Antonio Gramsci foi executado. Ele e outros 25 condenados à morte durante a vigência do fascismo italiano; mas, por essa altura, os bolchevistas soviéticos contavam já com 13 milhões de mortos e não iam parar por aí.
25 de janeiro de 2019
Por uma vez concordo convosco
Por uma vez concordo convosco, globalistas, lacaios ao serviço da finança, do capital apátrida, do totalitarismo democrático, e todos os idiotas úteis que vos acompanham alegremente. Por uma vez concordo convosco!
A Europa está realmente em perigo, mas pelas razões opostas:
A Europa está realmente em perigo, mas pelas razões opostas:
2 de abril de 2018
Apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo
«Não
concordo com o que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito
de dizê-lo». Os jacobinos actuais, do alto da sua superioridade
moral, gostam de citar esta frase de outro velho jacobino, como prova
dos seus “valores democráticos” e da sua “tolerância”.
Cada vez que se me deparar de novo esta frase mentirosa, hei-de recordar Jean-Marie Le Pen, que (independentemente de apoiar ou não as suas afirmações) foi várias vezes condenado “democraticamente” por delito de opinião pelos jacobinos actuais, os herdeiros dos guilhotinadores.
Cada vez que se me deparar de novo esta frase mentirosa, hei-de recordar Jean-Marie Le Pen, que (independentemente de apoiar ou não as suas afirmações) foi várias vezes condenado “democraticamente” por delito de opinião pelos jacobinos actuais, os herdeiros dos guilhotinadores.
30 de dezembro de 2017
Carlitos Moedas - His Masters Voice
«O Moedas, o Moedas! Eu punha já o Moedas a funcionar.»
A que valores se refere ele? Os valores da finança internacional? Os valores da elite globalista? Os valores da destruição das identidades europeias? Os valores da imigração de substituição? Os valores da maçonaria? Do politicamente correcto? Da democracia totalitária? Do relativismo? Da Europa como laboratório de experiências da NOM?
O Moedas, a voz dos donos, vai funcionando, mas é moeda falsa.
A que valores se refere ele? Os valores da finança internacional? Os valores da elite globalista? Os valores da destruição das identidades europeias? Os valores da imigração de substituição? Os valores da maçonaria? Do politicamente correcto? Da democracia totalitária? Do relativismo? Da Europa como laboratório de experiências da NOM?
O Moedas, a voz dos donos, vai funcionando, mas é moeda falsa.
23 de outubro de 2017
25 de abril de 2017
11 de fevereiro de 2017
Amnesty Internationalist
O filme de desenhos animados não era grande coisa...
Podem sempre candidatá-lo aos óscares de Hollywood.
No meio daquela gentalha ficará bem entregue.
Podem sempre candidatá-lo aos óscares de Hollywood.
No meio daquela gentalha ficará bem entregue.
10 de julho de 2016
Campeões!
Publiquei uma série de "Game Over"s e imaginei que, um dia, pudesse fezer a variação "You Win!". Hoje seria esse dia, caso o meu velho Macintosh não tivesse dado o berro, há quase um ano.
Na impossibilidade de fazer o "boneco", fica aqui a imagem mais emblemática dessa final que vencemos, por fim...
Na impossibilidade de fazer o "boneco", fica aqui a imagem mais emblemática dessa final que vencemos, por fim...
1 de julho de 2015
Game Over
Praga, República Checa: Sem ter
perdido um único jogo, baqueámos no desempate por grandes
penalidades, frente à Suécia. Ainda não foi desta...
12 de novembro de 2014
O último "cartoon"
Com hiatos progressivamente maiores entre os artigos postados, este acabou por ser, em 3 de Agosto de 2010, o último acrescento à secção "Galeria" do sítio 30 de Fevereiro, sob o título "Os Submarinos do Portas". O tema é conhecido de todos, não está encerrado, e escusar-me-ei à sinopse. Direi apenas que, quatro anos passados, com condenações nos tribunais alemães e gregos, aqui, no nosso jardim à beira-mar plantado, a justiça marcha no seu passo de tartaruga, pretendendo convencer-nos ser mais rápida que Aquiles. Tudo quanto se progrediu, na esteira da derrocada do BES, foi o adensar da já compacta nuvem de suspeitas.
2 de novembro de 2014
O Zé, a Maria Lusa e o Ponta de Corno
Esta acabou por ser a última tira ZML
publicada no velho 30 de Fevereiro, em Maio de 2010. O tema andava à
volta dos habituais exageros dos dirigentes futebolistas locais, da
sua linguagem incendiária e irresponsável que depois se reflecte
num clima de intimidação e violência. Neste caso em particular,
recorreu-se à banalização da tragédia alheia.
9 de outubro de 2014
Zeca Cometa
A personagem do Zeca Cometa fez a sua aparição no velho 30 de Fevereiro através desta prancha, a única por lá publicada, em Fevereiro de 2010. O Zeca Cometa prosseguiu depois os seus comentários no próprio blog do Mário Teixeira, onde conta, neste momento, quase uma vintena de pranchas. Esses desenhos estão (quase todos) numerados, e esta prancha está lá numa versão ligeiramente diferente, como se mostra abaixo; é a segunda da série.
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28 de setembro de 2014
O Goldman "Saques"
De 2010, outro "cartoon" dedicado pelo Mário Teixeira à crise que se arrastava, focado desta vez nessa entidade nebulosa, de um poder difuso mas firme, designada por Goldman Sachs. Tratava-se então de uma queixa levantada pelo SEC (a Comissão de Valores Mobiliários norte-americana) relativamente a um vice-presidente dessa entidade bancária, de seu nome Fabrice Tourre, com 31 anos, autodesignado "O Fabuloso Fab", que envolvia umas trafulhices com CDOs (obrigações garantidas por dívida). Tourre acabou por responder em tribunal, durante o ano de 2013, e acabou condenado por seis dos sete crimes de que estava acusado, incluindo o de enganar investidores acerca dos produtos financeiros que propunha.
20 de setembro de 2014
Notícias no Canal Mentecapto
A televisão tem uma grande
responsabilidade na imbecilização massificada, no aplanamento
cultural e na promoção de valores profundamente errados, sabe-se lá
ao serviço de quem. (Na verdade sabe-se, mas isso levaria a um longo
texto). Para além disso, serve anedotas impagáveis.
Esta nem é das mais hilariantes, mas
tem a ver com grau de esforço na pronunciação das línguas
estrangeiras, nem sempre inteiramente conseguido. Depois da Scarlett
"Iohansson", do Mariano "Jajoy" e outros dislates
do mesmo calibre, confesso que fiquei desiludido quando, em 2010, por
alturas da erupção do Eyjafjallajökull, referiram-se-lhe apenas
como o "vulcão islandês"... Porque não pronunciar tudo à portuguesa e deixarem-se de coisas?
16 de setembro de 2014
O regresso do estridente
Paulo Rangel ganhou visibilidade como
presidente do grupo parlamentar do PSD em 2008 e, no ano seguinte,
foi escolhido pela então líder do partido, Manuela Ferreira Leite,
como cabeça-de-lista às eleições europeias, que venceu. Assumido
o seu lugar no parlamento europeu, aí ficou durante quatro meses,
tendo regressado a Portugal nos inícios de 2010 para se candidatar à
liderança do partido, que perdeu para Passos Coelho. Esta caricatura
assinalava esse regresso, com uma referência ao seu tom de voz, o
qual, diga-se de passagem, acalmou bastante desde então.
10 de setembro de 2014
O Zé, a Maria Lusa e a Virgem
Esta publicação representou no 30 de Fevereiro um segundo regresso da tira "O Zé, a Maria Lusa e...", mais de um ano volvido sobre a anterior. E, outra vez, a demora trouxe consigo uma grande alteração: o desenho deixou de ser digital. O Mário Teixeira enviou-me o desenho a preto, mas como a edição policromática ficava pelo mesmo preço, pedi-lhe autorização para o colorir, o que fiz com lápis de cor e aguada.
4 de setembro de 2014
Corrupto quem?
Prescrição. Denegação de Justiça. Manobras dilatórias. Corrompidos sem corruptores. Enriquecimento ilícito. Participação económica em negócio. "Luvas". Branqueamento de capitais. Gestão danosa. Favorecimento... Corrupto quem?...
31 de agosto de 2014
Quem andava a escutar o Cavaco?
Cumpriram-se por estes dias cinco anos sobre o caso das supostas escutas ao Presidente da República. Aparentemente, Cavaco Silva achou que o Governo -- melhor ainda, o gabinete do então primeiro-ministro José Sócrates -- andava a espiá-lo, e teria mandado um assessor, Fernando Lima, com o recado ao jornal "Público". A polémica não se fez esperar e, com eleições legislativas à porta, foi um tal disparar para todos os lados, na tentativa de conseguir ganhos políticos. No fundo, quem ficava pior na fotografia era o próprio Presidente: ou tinha agido de acordo com tão grave acusação, ou mais valia ficar calado. Quanto a Fernando Lima, foi pouco depois afastado da direcção da assessoria para a Comunicação social do PR, sem nunca se ter chegado a entender inteiramente todos os contornos da história...
28 de agosto de 2014
A "corrida" do 27 de Setembro
No dia 27 de Setembro de 2009
realizaram-se eleições legislativas e, na semana que o antecedeu, o
Mário Teixeira enviou-me este desenho com os cabeças-de-lista dos
cinco partidos parlamentares, na metafórica disputa da corrida,
ocupando as posições que as sondagens revelavam. Quando se contaram
os votos, descobriu-se que, afinal, os narigudos do 3.º e 5.º
lugares tinham trocado de posições entre si...
26 de agosto de 2014
Uma Quinta todas as Semanas
A quinta e última tira da "Quinta"
saiu durante a campanha para as Legislativas de 2009. Remete para o
original posicionamento da então cabeça-de-lista do PSD, Manuela
Ferreira Leite, que julgou poder fazer uma campanha eleitoral sem
promessas nem propostas, pedindo no fundo um cheque em branco aos
eleitores que avalizasse a sua pretensa "seriedade" e
"competência". Infelizmente, para ela, os eleitores ainda
se recordavam das suas passagens pelos ministérios da Educação e
das Finanças e frustraram-lhe a veleidade.
23 de agosto de 2014
O TGV para Lisboa
Publicado numa época em que ainda se
discutia que tipo de TGV a construir para ligar as capitais ibéricas,
suspeitava-se já que ele seria, do lado português, do tipo mais
adequado às nossas reais possibilidades...
Entretanto, o Mário Teixeira
redesenhou uma nova versão, apresentada no seu próprio blog em
princípios de 2012.
.21 de agosto de 2014
19 de agosto de 2014
16 de agosto de 2014
Quem quer deste sangue?
Outro "cartoon" como Eme.
Julgo que foi cronologicamente o primeiro a ser publicado nesta curta
série, aparecida de rajada na segunda metade de 2009.
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